Governador Jerônimo autoriza implantação de 180 laboratórios de tecnologia em escolas estaduais da Bahia

Na terça-feira (20/05/2025), o Governo da Bahia iniciou a implantação de 180 laboratórios maker em escolas estaduais, com foco na formação científica e tecnológica de estudantes. O programa envolve parcerias com o MCTI e prevê investimento total de R$ 21 milhões. A ação integra o projeto ‘Mais Ciência na Escola’ e está articulada com a recém-sancionada Lei PopCiência Bahia.
Iniciativa integra o programa 'Mais Ciência na Escola', com investimentos de R$ 21 milhões e foco na formação científica de estudantes da rede pública.

O Governo da Bahia deu início nesta terça-feira (20/05/2025) à instalação de 180 laboratórios maker em escolas estaduais, como parte do programa ‘Mais Ciência na Escola’, desenvolvido em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A primeira unidade foi inaugurada no Centro Estadual de Educação, Inovação e Formação (CEEINFOR) Mãe Stella, localizado no bairro do Cabula, em Salvador.

A solenidade contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e de diversas autoridades estaduais. A estrutura do programa envolve a entrega de equipamentos tecnológicos, formação de professores e incentivo à iniciação científica na rede pública.

Estrutura dos laboratórios e objetivos do programa

Os laboratórios maker serão equipados com impressoras 3D, kits de robótica, notebooks, tablets e computadores, criando um ambiente propício ao desenvolvimento de projetos de base científica e tecnológica. A proposta é promover o acesso de estudantes ao conhecimento aplicado em ciência e tecnologia, estimulando a formação de futuros pesquisadores e empreendedores.

Além da infraestrutura tecnológica, o programa prevê:

  • Concessão de bolsas para estudantes e professores;

  • Formações pedagógicas voltadas à cultura científica;

  • Feiras e olimpíadas científicas como instrumentos de estímulo à criatividade e inovação.

O investimento total estimado é de R$ 21 milhões, sendo R$ 18 milhões provenientes do MCTI. A primeira unidade, no CEEINFOR, recebeu R$ 100 mil, por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Experiência dos estudantes com a inovação tecnológica

Durante a inauguração, o estudante Gabriel dos Santos, do 3º ano do curso técnico em informática, apresentou um protótipo de detector de gás, desenvolvido a partir dos recursos de inovação da escola. Segundo o aluno, o acesso aos equipamentos foi fundamental para a materialização do projeto, com potencial de aplicação em indústrias, cozinhas e laboratórios.

O governador Jerônimo Rodrigues visitou o novo laboratório, testou óculos de realidade virtual e destacou a relevância da iniciativa para a educação científica.

Nossa ciência está sendo reescrita pelos nossos meninos e meninas”, afirmou.

Lei PopCiência Bahia: marco legal para formação científica

A implantação dos laboratórios integra um pacote de medidas complementares do Governo da Bahia, que incluem a sanção da Lei PopCiência Bahia, ocorrida na segunda-feira (19/05/2025). A nova legislação estabelece uma política pública permanente de incentivo à ciência, tecnologia e inovação, voltada à juventude da rede estadual.

Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, André Joazeiro, a lei permitirá que estudantes desenvolvam suas ideias com suporte legal e institucional. A proteção da propriedade intelectual, a capacitação técnica e a possibilidade de criação de startups estão entre os instrumentos previstos.

Joazeiro destacou ainda o papel do programa Inovatec, que funcionará como ponte entre os projetos escolares e o mercado. Estudantes com propostas viáveis receberão mentoria especializada e poderão obter investimentos públicos para ampliar o alcance de suas iniciativas.

Declarações do MCTI e integração com políticas nacionais

A ministra Luciana Santos ressaltou que a transformação tecnológica exige a adaptação da educação pública aos novos paradigmas da indústria contemporânea. A inclusão de ferramentas como robótica, impressão 3D e microeletrônica nos currículos técnicos favorece o alinhamento da formação básica com as demandas da indústria 4.0.

A parceria entre MCTI, Secretaria da Educação da Bahia (SEC) e Secti consolida um modelo de cooperação federativa que busca ampliar as oportunidades para estudantes de regiões historicamente desfavorecidas no acesso à inovação.


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