Governo Lula garante 14,6 mil cisternas e tecnologias de abastecimento para famílias da Bahia

Famílias do Semiárido recebem tecnologias de acesso à água potável por meio do Programa Cisternas, retomado pelo Governo Federal em 2023.
Política pública do Governo Lula beneficia famílias rurais de baixa renda em 14 estados com investimentos que somam R$ 1,7 bilhão até 2026.

Quinta-feira, 28/05/2025 — O Governo Federal, por meio do Programa Cisternas, garantiu a entrega de 14,6 mil tecnologias de acesso à água para famílias da Bahia, consolidando o estado como o maior beneficiário da política pública em execução nacional. O programa foi retomado em 2023 e, até abril de 2025, já investiu R$ 679 milhões na instalação de 68,4 mil estruturas em comunidades rurais de baixa renda.

Desde sua criação em 2003, a política tem como foco o enfrentamento da escassez hídrica e a promoção da segurança alimentar e hídrica para populações em situação de vulnerabilidade, com prioridade para povos e comunidades tradicionais. A execução do programa exige que as famílias beneficiárias estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

Bahia lidera contratações e entregas

A Bahia registrou o maior volume de contratações desde a retomada da política pública, com 41.542 tecnologias contratadas, sendo 35% já executadas — equivalente a 14.642 unidades. A ampla abrangência geográfica do estado e a predominância de áreas com histórico de estiagem explicam a prioridade na distribuição dos recursos.

Outros estados com elevado número de entregas incluem o Ceará, com 17.716 estruturas entregues (46% do total contratado), e Minas Gerais, com 6.764 unidades (46% das 14.570 contratadas). A Paraíba também aparece com destaque, somando 5.330 tecnologias entregues.

Meta nacional e volume de investimentos

A meta do programa é instalar 220 mil cisternas e tecnologias sociais até o final de 2026, alcançando 905 municípios em 14 unidades da Federação. Desde 2023, foram 186.200 contratações, das quais 68.400 (34%) já foram executadas. O investimento total previsto é de R$ 1,7 bilhão, incluindo R$ 500 milhões oriundos de edital público lançado no fim de 2024.

Este edital contempla a recuperação de 2.500 cisternas com mais de dez anos e a implantação de 50 mil novas tecnologias sociais, entre elas:

  • 46 mil cisternas de primeira água

  • 4 mil tecnologias de segunda água

  • 245 cisternas escolares

Atuação diferenciada em regiões e povos tradicionais

Território Yanomami

Em 2024, o programa incorporou uma estratégia voltada ao Povo Yanomami, com aplicação de R$ 5 milhões para implantação de 30 microssistemas de abastecimento coletivo na Terra Indígena Yanomami (AM). Até março de 2025, seis sistemas foram entregues e a previsão é concluir mais oito até o final do ano.

Região Norte

A região Norte contará com R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para atender 4,3 mil famílias extrativistas, quilombolas e assentadas, por meio de tecnologias sociais adaptadas às especificidades climáticas e ambientais.

Nordeste

No Nordeste, o programa adotou modelo de edital inovador em 2024, viabilizando R$ 311 milhões em investimentos para execução de 42 mil cisternas, com articulação simultânea junto aos nove estados da região.

Tipos de tecnologias implementadas

As tecnologias contempladas pela retomada do programa incluem:

  • Cisterna de placas de 16 mil litros

  • Cisterna calçadão

  • Cisterna escolar (10 mil e 52 mil litros)

  • Sistema pluvial multiuso comunitário

  • Microssistemas com captação e chafariz coletivo

  • Sistemas com energia solar fotovoltaica

  • Cisternas com banco de sementes

  • Soluções com saneamento e reuso de águas cinzas e negras

  • Cisternas com complementos estruturais para famílias vulneráveis

Fontes alternativas de financiamento

Diversas fontes complementares de financiamento foram incorporadas à estratégia de execução do Programa Cisternas:

  • R$ 40 milhões via BNDES e Fundação Banco do Brasil, para atender 1.400 famílias no Semiárido com tecnologias voltadas à produção de alimentos.

  • R$ 150 milhões do Fundo Amazônia, para comunidades tradicionais na Amazônia, por meio de acordo com o Ministério do Meio Ambiente e BNDES.


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