Domingo, 04/05/2025 – Durante os quatro dias e meio da Micareta de Feira 2025, o Circuito Maneca Ferreira foi palco de um espetáculo de resistência, tradição e inclusão. O som dos trios elétricos, a aglomeração entusiasmada e o desejo de reviver momentos marcantes foram as principais forças que impulsionaram os foliões a percorrer longas distâncias ao ritmo de samba, pagode, axé e sertanejo, sem perder o fôlego.
Foliões movidos pelo som e pela euforia
A energia que sustenta os foliões durante a Micareta é alimentada pelo desejo de extravasar e viver intensamente cada momento da festa. O trajeto médio percorre cerca de um quilômetro e meio, entre concentração e dispersão, em três a quatro horas de brincadeira ininterrupta. Logo após o encerramento de um bloco, muitos retornam rapidamente ao início do circuito para acompanhar outra atração. Esse processo se repete várias vezes ao longo do dia.
O fenômeno é descrito por organizadores como o “efeito Micareta”: uma combinação de motivação coletiva, música em alta frequência e estímulos sensoriais que ampliam a resistência física e emocional dos foliões, permitindo que mantenham o ritmo até o encerramento do evento.
Point Universitário: tradição estudantil e animação constante
Situado próximo à concentração dos trios, o Point Universitário é reconhecido como o espaço mais disputado pelos foliões. Criado na década de 1980 por estudantes de Engenharia Civil da UEFS, o local consolidou-se como um ícone da festa, sendo marcado por barracões organizados por universitários e pela presença de um palco com programação musical própria.
Em 2025, sete barracões foram montados, reforçando a continuidade da tradição. Embora os estudantes de engenharia não tenham montado seu barracão neste ano, o espaço manteve-se ativo, com forte presença do público jovem e animação constante.
Cadeirantes ganham protagonismo na folia
A edição deste ano também se destacou pela inclusão de pessoas com deficiência, especialmente cadeirantes, que participaram ativamente da festa, tanto no trajeto do circuito quanto no Camarote Inclusive Eu. A iniciativa garantiu acessibilidade, conforto e segurança, permitindo que esse público vivenciasse a Micareta ao lado da multidão.
Lanalice Costa, rainha do camarote inclusivo, percorreu o circuito com o auxílio do irmão, que conduzia sua cadeira de rodas. Já Caio Costa, cadeirante há seis anos, relatou que brincou atrás de quatro trios em um único dia e afirmou que a estrutura e segurança superaram as expectativas, elogiando a postura respeitosa dos demais foliões.
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