Ilhéus, quinta-feira, 22/05/2025 – A Autoridade Portuária Federal da Bahia (CODEBA) confirmou a reativação do Moinho de Trigo do Porto de Ilhéus após 17 anos de inatividade. A medida foi oficializada com a assinatura de contrato de cessão onerosa de uso com a empresa Jav Indústria de Alimentos, integrante do Grupo Maratá. O acordo prevê investimentos de R$ 130 milhões, destinados à modernização da estrutura, aquisição de equipamentos e readequação dos silos e áreas operacionais.
A área concedida compreende 16.719 metros quadrados, com vigência contratual de 35 anos. O projeto prevê capacidade de movimentação de até 120 mil toneladas de trigo por ano, consolidando o terminal como um polo estratégico para o setor de grãos no sul da Bahia.
O investimento engloba:
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Aquisição de novos equipamentos industriais de moagem;
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Construção de silos de armazenamento;
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Requalificação do ativo físico existente;
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Adequações estruturais para operação portuária integrada.
Estratégia de reativação e prospecção empresarial
Nos últimos dois anos, a Diretoria Empresarial e de Relação com o Mercado da CODEBA conduziu ações de prospecção junto a empresas do setor de moagem e beneficiamento de trigo. O foco foi atrair grupos com interesse em utilizar a estrutura do antigo moinho, cuja capacidade instalada encontrava-se inativa desde a década de 2000.
Segundo o diretor da CODEBA, José Demétrius Moura, a reativação do moinho representa:
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Incremento na movimentação portuária;
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Geração de empregos diretos e indiretos;
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Aumento da arrecadação municipal;
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Estímulo à cadeia produtiva do trigo no entorno do porto.
Potencial econômico e perspectivas logísticas
O diretor-presidente da CODEBA, Dr. Antonio Gobbo, destacou que o Brasil ainda depende da importação de trigo para suprir o consumo interno. A reativação da unidade permitirá o aproveitamento da infraestrutura portuária já existente, viabilizando a recepção, armazenamento e processamento do grão importado.
A CODEBA também finalizou em 2025 obras de dragagem de manutenção no canal de acesso ao porto, garantindo a profundidade operacional de 10 metros e a continuidade das operações com navios de grande porte no Porto Organizado de Ilhéus.
A etapa seguinte consiste na emissão da Carta de Autorização para que o Grupo Maratá assuma as áreas 3 e 4 do complexo portuário, viabilizando o início efetivo das atividades industriais.

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