Estrutura acionária e negociações exclusivas
Atualmente, a Novonor detém 50,1% das ações com direito a voto na Braskem. Com a negociação, a expectativa é que a construtora mantenha apenas entre 3% e 5% de participação, tornando-se uma acionista minoritária. A Braskem informou em fato relevante que a Novonor firmou acordo de exclusividade com o fundo Petroquímica Verde, controlado por Tanure, para tratar dos termos da operação.
A efetivação da transação depende do aval de cinco grandes credores da Novonor — Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, BNDES e Santander —, além da própria Petrobras, que detém 47% do capital total da empresa. As ações da Braskem foram oferecidas como garantia das dívidas da Novonor, que entrou em recuperação judicial em 2019 após ser atingida pelos desdobramentos da Operação Lava Jato.
Potencial estratégico e discurso empresarial
Em nota oficial, Nelson Tanure declarou que a proposta tem por objetivo garantir a estabilidade da companhia e seu futuro estratégico, destacando o potencial de crescimento da Braskem no cenário internacional. A empresa ocupa atualmente a sexta posição no ranking global do setor petroquímico e, segundo o empresário, tem capacidade de alcançar a quarta colocação, com investimentos em inovação tecnológica e transição energética.
Importância da Braskem no setor industrial
A Braskem é referência na produção de resinas termoplásticas, como polietileno, polipropileno e PVC, operando com destaque no Brasil, México e Estados Unidos. Seus produtos são insumos fundamentais para uma ampla gama de cadeias industriais, especialmente no setor de plásticos e embalagens.
Estagnação e perda de mercado
O impasse quanto ao controle da companhia tem gerado efeitos negativos. Segundo João Zuñeda, sócio da consultoria MaxiQuim, a Braskem vem perdendo participação de mercado, o que compromete sua capacidade de investimento e crescimento:
“A empresa já deteve mais de 70% do mercado de polietileno no Brasil. Hoje, está abaixo de 50%”, afirmou Zuñeda.
Braskem registra recuperação financeira no primeiro trimestre
Paralelamente ao anúncio da negociação, a Braskem divulgou lucro líquido de R$ 698 milhões no 1º trimestre de 2025, revertendo um prejuízo de R$ 1,35 bilhão no mesmo período de 2024. O Ebitda recorrente somou R$ 1,3 bilhão, alta de 16% na comparação anual, embora abaixo da previsão média dos analistas, que estimavam R$ 1,48 bilhão.
A receita líquida de vendas atingiu R$ 19,46 bilhões, representando aumento de 9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
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