Operação Virulência: Polícia Federal apura fraudes em contratos da Covid-19 na gestão de Elinaldo em Camaçari

Operação Virulência apura desvio de R$ 1,4 milhão em contratos emergenciais firmados durante a pandemia.
Operação Virulência investiga desvio de R$ 1,4 milhão em contratos emergenciais firmados durante a pandemia de Covid-19. Mandados foram cumpridos em Salvador e Camaçari, apurando fraudes na reforma de unidade de saúde e na instalação de hospital de campanha pela gestão municipal.

Na manhã desta quarta-feira (07/05/2025), a Polícia Federal deflagrou a Operação Virulência para apurar suspeitas de fraudes em processos de dispensa de licitação e desvio de recursos públicos da Prefeitura Municipal de Camaçari, relacionados à contratação emergencial de serviços e insumos médicos durante o enfrentamento da pandemia da COVID-19, no ano de 2020, período em que o município era governador por Elinaldo Araújo (União Brasil)

Segundo comunicado oficial da Polícia Federal, a investigação aponta que foram apresentadas propostas fraudulentas por duas entidades durante o processo de dispensa de licitação, com o intuito de beneficiar uma terceira organização, que foi contratada para executar serviços de reforma estrutural e atendimento médico-hospitalar em unidade de saúde municipal.

Contudo, a apuração revelou que os serviços foram efetivamente realizados por empresas terceirizadas, o que configura possível intermediação indevida e simulação contratual com objetivo de desviar recursos públicos.

Montante e superfaturamento

A contratada teria recebido mais de R$ 5,6 milhões da gestão municipal em decorrência dos serviços prestados. Deste total, foi identificado um superfaturamento de R$ 1,4 milhão, o que representa 26% do valor total contratado e pago, conforme análise técnica realizada pela PF.

Mandados cumpridos

A ação envolveu 29 agentes federais e resultou no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão e sequestro de bens, nas cidades de Salvador (6 mandados) e Camaçari (1 mandado). Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal da Bahia, que também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 2,1 milhões em ativos dos investigados.

Crimes sob apuração

Os alvos da operação poderão ser indiciados por fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e organização criminosa, conforme os indícios reunidos ao longo das investigações.

Contexto

A operação expõe fragilidades no controle de gastos emergenciais realizados por municípios durante a pandemia, período em que diversas contratações foram realizadas com base em dispensa de licitação, sob alegação de urgência sanitária. A falta de mecanismos eficazes de transparência e fiscalização favoreceu esquemas de corrupção e desvio de recursos públicos, como o que está sendo apurado em Camaçari.

A deflagração da Operação Virulência reforça a necessidade de aprimorar os sistemas de controle externo, inclusive com a participação efetiva dos tribunais de contas e ministérios públicos, a fim de inibir a ação de grupos organizados que se aproveitam de calamidades públicas para enriquecimento ilícito.

Dados da investigação

Dados da Operação

  • Nome da operação: Virulência

  • Data de deflagração: Quarta-feira, 07/05/2025

  • Órgão responsável: Polícia Federal

  • Localidade investigada: Prefeitura de Camaçari (BA) durante a Gestão de Elinaldo Araújo (União Brasil) em 2020

  • Municípios com mandados cumpridos: Camaçari (1) e Salvador (6)

  • Número de policiais mobilizados: 29 agentes federais

Mandados Judiciais

  • Mandados de busca e apreensão: 7

  • Sequestro de bens: Aproximadamente R$ 2,1 milhões

  • Autoridade judicial: Justiça Federal da Bahia

Dados Financeiros

  • Valor total contratado com a entidade investigada: R$ 5,6 milhões

  • Valor do superfaturamento identificado: R$ 1,4 milhão

  • Percentual de sobrepreço: 26% do valor contratado

Objeto dos Contratos Investigados

  • Serviços contratados:

    • Reforma de unidade de saúde

    • Implantação de hospital de campanha

    • Contratação de profissionais da saúde

    • Fornecimento de insumos médicos

  • Ano de execução dos contratos: 2020 (período da pandemia de Covid-19)

  • Irregularidade identificada: Propostas fraudulentas e execução por empresas terceirizadas

Crimes Apurados

  • Fraude em licitação

  • Peculato

  • Corrupção ativa

  • Organização criminosa


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.