Polícia Civil da Bahia destrói 1.200 armas ilegais e lança operação para eliminar 30 toneladas de armamentos

Quinta-feira, 29/05/2025 — A Polícia Civil da Bahia deu início, na manhã desta quinta-feira, à Operação Silêncio das Armas, com a destruição de 1.200 armas de fogo na base da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), em Salvador. A ação marca o lançamento de uma mobilização estadual que prevê a eliminação de mais de 30 toneladas de armamentos ilegais até o final de 2025.

As armas destruídas — fuzis, pistolas, revólveres, submetralhadoras e espingardas artesanais — estavam vinculadas a inquéritos policiais e foram apreendidas nos últimos três anos em Salvador, Região Metropolitana e interior da Bahia. A destruição foi autorizada judicialmente e executada com o uso de rolo compressor.

Segundo o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, esta etapa tem valor prático e simbólico. “Apenas neste ano, registramos um aumento de mais de 20% na apreensão de armas em comparação ao mesmo período de 2024. Muitas dessas armas eram de alto poder de fogo, o que reflete o desafio enfrentado pelas forças de segurança”, declarou.

Werner também destacou a ampliação das operações integradas na capital e no interior e anunciou que o processo de destruição será permanente, com maior agilidade após a perícia e autorização judicial.

Política permanente de destruição

O delegado-geral da Polícia Civil, André Viana, reiterou o compromisso da corporação com a eliminação definitiva de materiais apreendidos, incluindo drogas e veículos, além de armas. “Essas armas não voltarão às ruas. Estamos falando de uma política de saneamento das unidades policiais e de prevenção à violência”, afirmou.

Viana explicou que parte do armamento destruído nesta fase foi traficada de outras regiões do Brasil, especialmente do Sudeste e áreas de fronteira internacional, e chegou à Bahia por rotas ilegais. Ele defendeu a destruição como medida estratégica, afirmando que o estado prioriza o uso de armamento padronizado e moderno para as forças policiais.

Aspecto logístico e impacto na segurança

O coordenador de Fiscalização de Produtos Controlados da Polícia Civil, Arthur Gallas, explicou que esta fase inicial serviu também como teste logístico para as etapas seguintes. “Estamos retirando das delegacias armas vinculadas a crimes e retirando-as definitivamente de circulação”, disse.

De acordo com Gallas, o maior volume é composto por revólveres e pistolas, mas fuzis de alto valor no mercado ilegal — podendo chegar a R$ 80 mil — também foram destruídos. Ele alertou para o aumento do uso de armamentos de maior letalidade por facções criminosas.

Gallas informou que a Polícia Civil da Bahia está se preparando para enfrentar esse cenário com novos armamentos.

“Em junho, receberemos fuzis calibre 7.62, e até o final do ano, outras unidades serão distribuídas às corporações”, concluiu.

Principais dados por categoria

Tipo de armas destruídas

  • Fuzis

  • Submetralhadoras

  • Pistolas

  • Revólveres

  • Espingardas artesanais

Período de apreensão

  • Últimos 3 anos

Regiões de apreensão

  • Salvador

  • Região Metropolitana

  • Interior da Bahia

Destino das armas

  • Destruição com rolo compressor

  • Autorização judicial após perícia

Próximas ações

  • Recebimento de novos fuzis calibre 7.62

  • Continuidade da destruição de armamentos

  • Operações simultâneas no estado


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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