Sexta-feira, 30/05/2025 — A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira a 9ª fase da Operação Sisamnes, com foco no aprofundamento da apuração sobre um esquema de vazamento e comercialização de informações sigilosas relacionadas a investigações em curso no âmbito da própria corporação.
A nova fase da Operação Sisamnes busca identificar indivíduos que tenham acessado previamente dados de operações policiais, interferindo diretamente na efetividade das medidas judiciais autorizadas, como mandados de prisão e busca e apreensão. A antecipação ilícita dessas informações pode ter favorecido alvos investigados, comprometendo o resultado de ações sigilosas.
Além disso, a PF também investiga possíveis privilégios indevidos concedidos a um dos investigados que se encontra atualmente preso preventivamente em decorrência de fases anteriores da própria Operação Sisamnes.
Determinações do Supremo Tribunal Federal
A 9ª fase da operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o cumprimento de três mandados de busca e apreensão no município de Palmas, no Tocantins. Além disso, foram expedidas medidas cautelares restritivas contra dois investigados:
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Proibição de contato entre os envolvidos;
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Proibição de deixar o território nacional;
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Recolhimento imediato dos passaportes dos alvos.
Histórico da Operação Sisamnes
Iniciada em 2022, a Operação Sisamnes vem desdobrando uma rede de atuação ilícita que envolve o uso indevido de informações sigilosas de inquéritos policiais, repassadas, segundo a PF, a pessoas interessadas em fraudar ou evitar ações repressivas. A operação homenageia, em seu nome, o juiz persa Sisamnes, executado por corrupção no século VI a.C., e simboliza a busca por integridade no sistema de Justiça.
As fases anteriores resultaram na prisão de servidores públicos, advogados e agentes ligados ao Judiciário e à segurança pública, além da apreensão de equipamentos eletrônicos e documentos, que seguem sob análise pericial.
Consequências e desdobramentos esperados
Com a continuidade das investigações, a expectativa da PF é fortalecer os mecanismos de controle interno, prevenir novos vazamentos e responsabilizar criminalmente os envolvidos. A apuração também visa identificar conexões institucionais que tenham facilitado a prática criminosa, com potencial impacto sobre a credibilidade de órgãos de persecução penal.
As informações obtidas na 9ª fase serão integradas ao inquérito principal que tramita sob sigilo no STF.
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Quem é o advogado investigado por vazar informações sigilosas do STJ na 9ª fase da Operação Sisamnes
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