O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista exibida nesta terça-feira (29/04/2025) que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, estaria disposto a encerrar o conflito armado na Ucrânia. A declaração foi feita ao jornalista Terry Moran, da ABC News, na data em que se completam 100 dias do novo mandato de Trump.
Durante a entrevista, Trump declarou: “Eu diria que ele [Putin] gostaria de parar a guerra”. O presidente norte-americano reconheceu que o líder russo “pode estar me incentivando um pouco”, mas reiterou: “eu acredito que ele está disposto a parar os combates”.
Trump atribuiu a responsabilidade pelo início do conflito ao ex-presidente Joe Biden, afirmando que a atuação do governo anterior contribuiu para o agravamento da situação. Segundo Trump, “quando Biden se envolveu, não direi se ele lidou com a situação adequadamente, mas obviamente não foi bom, porque a guerra começou”.
O presidente norte-americano também afirmou que Putin tinha intenções de domínio territorial: “Acredito que ele queria dominar todo o país [da Ucrânia]”.
Na semana anterior, Trump criticou as declarações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificando como “inflamatórios” os comentários feitos por ele ao se recusar a reconhecer a Crimeia como parte da Rússia. Segundo Trump, essas posições comprometem as negociações de paz e podem prolongar o conflito.
Em outra entrevista concedida nesta semana ao apresentador Glenn Beck, Trump reiterou que Zelensky continuava a fazer exigências, apesar de, segundo ele, “não ter poder de barganha”. No mesmo diálogo, Trump afirmou que Putin seria “mais fácil de lidar do que Zelensky” e reforçou que acredita na possibilidade de um acordo entre Rússia e Ucrânia.
As declarações de Trump ocorrem em um momento de debate internacional sobre o papel dos Estados Unidos nas tratativas diplomáticas e no fornecimento de apoio militar à Ucrânia. O governo norte-americano tem sido pressionado por setores políticos e da sociedade civil a buscar soluções que contribuam para a redução da violência na região.
A posição atual da Casa Branca indica uma mudança na retórica oficial sobre o conflito, priorizando aproximação com lideranças envolvidas no enfrentamento armado e sinalizando uma possível reconfiguração da política externa em relação ao Leste Europeu.
*Com informações da Sputnik News.
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