O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou uma carta oficial ao presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, solicitando apoio para a inclusão do pleito brasileiro a um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) na declaração final do encontro de chanceleres do BRICS, que ocorre no Rio de Janeiro nestas segunda e terça-feira (28 e 29/04/2025).
O Brasil busca registrar no documento final do encontro uma reivindicação explícita pela sua inclusão como membro permanente do Conselho de Segurança, como parte da proposta de reforma do órgão, tema defendido de forma recorrente pelo governo brasileiro em foros multilaterais. A resistência do Egito, que recentemente ingressou no BRICS, representa um obstáculo diplomático à concretização desse objetivo.
Segundo informações da imprensa nacional, o Egito argumenta que o fórum de ministros de Relações Exteriores não seria o espaço adequado para esse tipo de declaração. A posição egípcia se estende também à possível inclusão da África do Sul e da Índia como membros permanentes, o que ampliaria a representatividade do Sul Global no conselho, mas geraria desconfortos regionais e disputas por influência no continente africano e no sul asiático.
Durante o encontro, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reiterou o interesse brasileiro por uma reforma estrutural do Conselho de Segurança da ONU, apontando a necessidade de maior equilíbrio geopolítico. Em declarações anteriores, o chanceler russo, Sergei Lavrov, manifestou apoio à inclusão do Brasil como membro permanente, desde que as novas vagas não sejam preenchidas por países aliados do bloco ocidental.
De acordo com apurações, a carta enviada por Lula tem caráter diplomático e estratégico, com o objetivo de persuadir o governo egípcio a flexibilizar sua posição e permitir que a demanda brasileira seja formalizada no documento final da reunião ministerial do BRICS.
O Brasil vem utilizando os encontros multilaterais do bloco como espaço de articulação política para consolidar seu pleito. A eventual inclusão do posicionamento na declaração final do BRICS pode representar um avanço simbólico na tentativa de ampliar a representação dos países em desenvolvimento nos principais organismos internacionais.
*Com informações da Sputnik News.











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