Tainá Santos e Pedro Son são eleitos para a presidência do Conselho Estadual de Cultura da Bahia

Tainá Santos e Pedro Son foram eleitos presidente e vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC) para o biênio 2025–2027. A eleição, realizada em 30/05/2025, reforça o protagonismo da sociedade civil na formulação da política cultural do estado. A nova gestão assume com foco em representatividade, diversidade e participação popular. A posse está prevista para julho, com respaldo da Secretaria de Cultura da Bahia.
Conselheiros assumem mandato de dois anos à frente do órgão colegiado responsável por fortalecer a política cultural no estado.

Sexta-feira, 30/05/2025 – O Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC) elegeu, em sessão plenária realizada nesta sexta-feira, Tainá Santos como presidente e Pedro Son como vice-presidente, para o biênio 2025–2027. A eleição foi conduzida sob mediação do secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, que ocupa, por norma regimental, a presidência de honra do órgão.

A disputa contou com duas chapas concorrentes. A vencedora superou a candidatura encabeçada pelo atual presidente Gilmar de Faro, que tentava a reeleição com o conselheiro Pedro Filho como vice. A posse dos eleitos está prevista para o início de julho.

Criado em 1967, o Conselho Estadual de Cultura da Bahia é um órgão colegiado consultivo e deliberativo, vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA). Com 30 membros titulares e seus respectivos suplentes, o CEC é composto por dois terços de representantes da sociedade civil, eleitos por segmentos e territórios culturais, e um terço indicado pelo poder público, conforme estabelece a Lei Orgânica da Cultura (Lei 12.365/11).

Nova gestão reforça representatividade e pluralidade

Ao assumir a presidência, Tainá Santos destacou a importância simbólica e institucional de sua eleição: “É representativo que uma mulher negra esteja à frente deste conselho, historicamente dominado por homens. Queremos construir um mandato popular, ouvindo a sociedade”, afirmou durante a sessão.

A nova presidente é professora, pesquisadora e artista, além de desenvolver estudos sobre gênero, capoeira e invisibilidade feminina nas batalhas de rima do Recôncavo. Conhecida artisticamente como MAIT ou Kaolin, atua no cenário do rap desde 2014 e participa de coletivos culturais como Gangcity e Rede RUA, além de ser artista da 7KMob.

O vice-presidente eleito, Pedro Son, enfatizou o compromisso com a diversidade cultural do estado. “Vamos atuar pela pluralidade cultural e territorialização das políticas culturais, dando visibilidade a manifestações frequentemente marginalizadas”, declarou. Com trajetória consolidada no interior baiano, Pedro Son é ex-secretário municipal de Cultura de Jeremoabo, poeta e ativista da cultura popular e quilombola.

Secretaria reforça importância do Conselho na formulação de políticas públicas

Durante a plenária, o secretário Bruno Monteiro reiterou o papel estratégico do CEC como espaço democrático. “O Conselho é fundamental para qualificar e fortalecer as políticas públicas de cultura, assegurando participação social nos rumos da gestão cultural do Estado da Bahia”, afirmou.

Além de atuar como instância de consulta e deliberação, o CEC é pioneiro no Brasil por adotar em sua estrutura um modelo de composição que prioriza a representatividade da sociedade civil, com conselheiros eleitos a partir de um amplo processo eleitoral nos territórios culturais baianos.


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