Assinado em Paris acordo para construção da filial do Centro Pompidou em Foz do Iguaçu

O Centro Georges Pompidou, um dos principais museus de arte moderna e contemporânea do mundo, firmou, nesta quarta-feira (28/05/2025), um acordo com o governo do Paraná para a construção da primeira filial nas Américas, localizada em Foz do Iguaçu (PR). A assinatura ocorreu em Paris, na sede da instituição francesa.

O projeto, que será executado pelo arquiteto paraguaio Solano Benitez, vencedor do Leão de Ouro na Bienal de Veneza de 2016, prevê a inauguração do museu em novembro de 2027, na região da Tríplice Fronteira, próximo às Cataratas do Iguaçu.

O lugar onde o museu vai ser construído é no limite exato onde tem início a grande reserva florestal do Parque Iguaçu”, explicou Solano Benitez em entrevista à RFI.

Expansão internacional do Centro Pompidou

Com a nova unidade em Foz do Iguaçu, o Centro Pompidou amplia sua rede global, que já conta com filiais na Espanha, China, Bélgica, Arábia Saudita e, em breve, Coreia do Sul.

O acordo foi assinado pelo presidente do Centro Pompidou, Laurent Le Bon, e pelo governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior.

Hoje é um dia histórico para o Paraná e para o Brasil, em especial para a cultura brasileira”, afirmou o governador.

Foram quatro anos de muito trabalho da nossa equipe da Cultura, juntamente com todo o grupo curador do Centro Pompidou, aqui em Paris. E, acima de tudo, coloca o Paraná e Foz do Iguaçu na rota dos museus mais importantes do mundo”, completou Ratinho Junior.

Detalhes do projeto e investimento

O futuro Centro Pompidou Paraná será construído em um terreno cedido pela CCR Aeroportos, ao lado do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. O projeto contará com investimento estimado em R$ 200 milhões, conforme divulgado pelo governo do Paraná.

O espaço terá uma programação multidisciplinar, que incluirá exposições, espetáculos, ciclos de cinema, festivais, conferências e residências artísticas, segundo o Ministério da Cultura da França.

As exposições incluirão obras do acervo do Centro Pompidou, que fechará temporariamente sua sede em Paris, a partir de 22 de setembro de 2025, para obras de reforma com previsão de duração mínima de cinco anos.

O edifício será construído com foco na sustentabilidade e integração com o meio ambiente, destacando-se pela utilização de materiais locais e de baixo custo, uma característica do trabalho de Solano Benitez.

Em tempos em que tudo muda tão rapidamente, é difícil imaginar como será o futuro próximo. Então precisamos fazer com que o aprendizado seja prioridade, estimulando a capacidade das pessoas”, afirmou o arquiteto.

Um museu é uma ferramenta incrível para facilitar o aprendizado quando tudo acontece tão rápido”, completou.

Estrutura e funcionamento

O acordo assinado prevê uma cooperação inicial de cinco anos, durante os quais o Centro Pompidou de Paris atuará como consultor técnico no desenvolvimento do projeto arquitetônico, curatorial e educativo da filial brasileira.

O espaço terá uma praça aberta ao público, além de oficinas educativas, biblioteca de pesquisa, laboratórios artísticos e lojas. A previsão é que o edital de licitação para as obras seja publicado ainda em 2025.

Histórico do Centro Pompidou

Inaugurado em 1977, no coração de Paris, o Centro Georges Pompidou abriga um dos maiores acervos de arte moderna e contemporânea do mundo, com cerca de 140 mil obras, das quais três mil estão em exibição permanente.

Projetado pelos arquitetos Renzo Piano e Richard Rogers, o edifício tornou-se um símbolo da arquitetura contemporânea, assim como a pirâmide do Louvre.

Compromisso cultural e educativo

Desde 2022, o governo do Paraná recebe apoio técnico da equipe do Centro Pompidou, voltado à definição do conceito curatorial e arquitetônico, além da estruturação de programas educativos, com foco na formação de públicos, professores e profissionais da cultura.

O governo francês destacou que o projeto reflete os valores de compartilhamento, criatividade e abertura ao mundo, fortalecendo a cooperação cultural entre França e Brasil.

*Com informações da RFI.


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