Ataques entre Irã e Israel continuam após anúncio de cessar-fogo feito pelo presidente Donald Trump

Apesar do anúncio de cessar-fogo feito por Donald Trump, ataques entre Irã e Israel continuaram nas últimas horas, levantando dúvidas sobre a eficácia do acordo. O Irã retaliou bombardeios americanos e israelenses, enquanto os EUA destacaram a gravidade dos danos à infraestrutura nuclear iraniana. A crise provoca reações diplomáticas, preocupação com o comércio internacional e incertezas quanto à estabilidade no Oriente Médio.

Apesar do anúncio de um cessar-fogo mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Irã e Israel mantiveram trocas de ataques aéreos durante a noite de segunda-feira (23/06/2025) e a madrugada de terça (24/06), pondo em dúvida a efetividade do acordo anunciado por Washington.

Lado iraniano relata explosões em Teerã

Segundo a agência estatal Irna, explosões foram registradas na capital iraniana, após ordem de evacuação emitida por Israel para bairros centrais de Teerã. As autoridades iranianas classificaram a estratégia como “terrorismo psicológico”.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que o país atacou posições israelenses até o último minuto do prazo previsto para o início da trégua, às 4h da manhã (horário local), e condicionou a continuidade do cessar-fogo à suspensão das ações militares por parte de Israel.

Israel acusa Irã de novo ataque após prazo

O governo israelense, por sua vez, afirmou que foram disparadas seis barragens de mísseis iranianos contra o território israelense após o prazo estipulado. Três pessoas morreram e várias regiões do país foram afetadas. Sistemas de defesa antiaérea interceptaram parte dos projéteis.

Trump anuncia cessar-fogo com apoio de aliados

O cessar-fogo anunciado por Trump previa uma suspensão mútua dos ataques a partir de um período inicial de 12 horas. Segundo a Casa Branca, o acordo foi intermediado após comunicações diretas com o premiê israelense Benjamin Netanyahu e autoridades iranianas, incluindo o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio.

Bombardeios e retaliações atingem base americana no Catar

Antes do anúncio do cessar-fogo, os Estados Unidos haviam bombardeado três instalações nucleares no Irã, em Fordo, Natanz e Isfahan. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra a base americana de Al-Udeid, no Catar, após ter notificado Doha previamente. Não houve vítimas, segundo autoridades cataris e americanas.

Repercussão internacional e posição do Brasil

O Brasil condenou os bombardeios dos EUA e de Israel, apontando violação à soberania iraniana. Segundo Celso Amorim, assessor especial do presidente Lula, o conflito representa uma das maiores ameaças à estabilidade internacional desde a Guerra Fria. Amorim avaliou que o Brasil não tem condições de mediar o conflito atual, diferentemente do ocorrido em 2010.

Danos à infraestrutura militar iraniana

Imagens de satélite confirmaram danos graves às instalações nucleares de Fordo, localizadas sob uma montanha. Segundo o Pentágono, foram utilizadas bombas “destruidoras de bunkers” lançadas por bombardeiros B-2 em uma das maiores operações militares do tipo desde 2001.

Reação do Irã e alianças geopolíticas

Em resposta, o Irã afirmou que não aceitará interferência estrangeira e prometeu retaliações proporcionais. O ministro Abbas Araghchi está em Moscou para reunião com Vladimir Putin. A Rússia condenou os ataques como “injustificados” e defendeu solução diplomática. A China também foi instada a agir, especialmente em relação à ameaça iraniana de fechar o Estreito de Ormuz.

Instabilidade regional e impacto no petróleo

O preço do petróleo Brent recuou para US$ 68 o barril, menor patamar desde o início do conflito, refletindo esperança de desescalada. Entretanto, analistas alertam para a instabilidade no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global.

1. Conflito Militar

  • Data dos ataques: noite de 23/06 e madrugada de 24/06/2025.

  • Países envolvidos: Irã, Israel, Estados Unidos.

  • Alvo dos ataques iranianos: território israelense (seis barragens de mísseis).

  • Alvo dos ataques israelenses: bairros de Teerã, instalações estratégicas.

  • Mortos confirmados: 3 vítimas em Israel.

  • Infraestrutura atingida: instalações nucleares de Fordo, Natanz e Isfahan (Irã); base aérea americana de Al-Udeid (Catar).

2. Acordo de Cessar-Fogo

  • Anunciado por: Donald Trump, presidente dos EUA.

  • Modelo proposto: suspensão mútua de ataques com prazo inicial de 12 horas.

  • Interlocutores diretos: Trump, Netanyahu (Israel), Abbas Araghchi (Irã), J.D. Vance (vice-presidente dos EUA), Marco Rubio (secretário de Estado), Steve Witkoff (enviado especial).

3. Reações Diplomáticas

  • Brasil: condenou os bombardeios dos EUA e de Israel.

    • Porta-voz: Celso Amorim (assessor de Lula).

    • Posição: conflito representa ameaça global; Brasil sem condições de intermediar.

  • Rússia: condenou os ataques e exigiu solução diplomática.

  • China: pressionada pelos EUA a impedir o fechamento do Estreito de Ormuz.

  • ONU: alertou para escalada perigosa e violação do direito internacional.icas

  • Petróleo Brent: queda para US$ 68 o barril (mínima desde início da crise).

  • Risco estratégico: fechamento do Estreito de Ormuz (responsável por 20% do tráfego global de petróleo).

5. Capacidade Militar

  • Armas usadas pelos EUA: bombardeiros furtivos B-2, bombas MOP (Massive Ordnance Penetrator).

  • Objetivo declarado: neutralizar o programa nuclear iraniano.

  • Resposta iraniana: mísseis lançados contra base no Catar, com aviso prévio.

6. Geopolítica e Alianças

  • Irã: reforço dos laços com a Rússia.

  • EUA: aproximação com Israel; operação coordenada com altos oficiais.

  • Catar: alvo de ataque iraniano, mas informado previamente.

  • Israel: ataques contínuos à infraestrutura iraniana mesmo após anúncio de trégua.


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