O ex-jogador Rosalvo Ferreira da Silva, conhecido no mundo esportivo como Neinha, consolidou sua carreira atuando por clubes nacionais e internacionais, mas escolheu retornar às origens no Tanque da Nação, bairro central de Feira de Santana, onde iniciou sua trajetória no futebol.
A carreira de Neinha começou no final da década de 1960, no Botafogo de Manoel de Emília, clube de bairro com sede na Rua Ipirá. Sua habilidade despertou atenção do radialista Marivaldo Bastos, da Rádio Sociedade de Feira, o que facilitou sua ida para o Fluminense de Feira, em 1971.
Em 1972, mesmo com pouca experiência, foi escalado como titular no time principal do Fluminense de Feira, sob comando do técnico Geraldo Pereira. Jogou ao lado de atletas como Luiz Antônio, Bira, João Augusto, Anselmo e Ned.
Em 1975, transferiu-se para o Auto Esporte da Paraíba, seguido pelo Treze de Campina, em 1976. Seu desempenho chamou atenção do Santa Cruz de Recife, que o contratou no mesmo ano. No clube pernambucano, foi artilheiro estadual e nacional, participando da conquista do bicampeonato pernambucano em 1977 e 1978.
“O Santa Cruz foi, sem dúvida, o clube mais marcante da minha carreira, pela qualidade do time e pelas conquistas”, relembra.
Ainda em 1978, foi contratado pelo Coritiba, no Paraná. Logo depois, seguiu para o Grêmio de Porto Alegre, onde, mesmo enfrentando contusões, deixou sua marca quando esteve em campo.
Em 1980, o Fluminense do Rio de Janeiro investiu na contratação de Neinha. Atuou nas Laranjeiras, ganhando visibilidade internacional.
O sucesso no futebol brasileiro levou Neinha ao exterior, para o Rangers da Nigéria, em 1981. Permaneceu no futebol africano até 1982, onde se destacou, mas também enfrentou dificuldades estruturais.
“O futebol na Nigéria era extremamente físico, com campos em condições ruins. Jogávamos com muito cuidado para evitar lesões”, explica.
Após duas temporadas na África, retornou ao Brasil em 1983. Defendeu o ABC e o Alecrim, no Rio Grande do Norte, e posteriormente clubes alagoanos como Capelense, São Domingos e Muriciense.
Em 1984, decidiu encerrar a carreira profissional e voltar definitivamente para Feira de Santana, fixando residência no Tanque da Nação, bairro que considera seu verdadeiro mundo.
Ao recordar sua trajetória, Neinha destaca a importância do apoio que recebeu no início da carreira.
“Sou grato a Marivaldo Bastos e ao técnico Geraldo Pereira, que foram fundamentais na minha caminhada no futebol”, afirma.
Neinha também ressalta o melhor time em que atuou, o Santa Cruz bicampeão pernambucano, escalado com: Joel Mendes, Carlos Alberto, Paranhos, Lula e Pedrinho; Givanildo e Betinho; Luiz Fumanchu, Neinha, Zé Roberto e Joãozinho.
Hoje, leva uma vida discreta e tranquila, mantendo contato com amigos e vizinhos, valorizando suas raízes no bairro onde tudo começou.
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