Um professor da rede pública municipal de Pilão Arcado, no norte da Bahia, foi preso nesta segunda-feira (09/06/2025) durante a Operação Idun, deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA). A ação foi coordenada pela 2ª Promotoria de Justiça de Casa Nova e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Norte (Gaeco Norte).
O investigado é suspeito de armazenar mais de 700 arquivos com conteúdo de abuso sexual infantil em uma conta de armazenamento em nuvem digital, incluindo registros de violência extrema, como estupro de bebês e crianças. Os mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Pilão Arcado e Casa Nova.
Durante o cumprimento das medidas cautelares, foram apreendidos computadores, mídias eletrônicas e documentos com potencial valor probatório. Segundo o MPBA, o objetivo das buscas é interromper a prática criminosa, preservar provas digitais e identificar possíveis vítimas.
O atendimento às vítimas será realizado com o suporte do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca), que contará com a atuação da Central de Assessoramento Técnico Interdisciplinar (Cati) do Norte.
A operação foi batizada de “Idun”, em alusão à deusa da juventude na mitologia nórdica, símbolo da proteção à infância. De acordo com o Ministério Público, a escolha do nome reforça o compromisso institucional com a defesa dos direitos de crianças e adolescentes, especialmente em casos que envolvem violência sexual e violações digitais.
Denúncias
Crimes dessa natureza podem ser denunciados de forma anônima pelos seguintes canais:
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Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos
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Disque 127, do Ministério Público do Estado da Bahia
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Promotorias de Justiça locais
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Site oficial do MPBA: atendimento.mpba.mp.br
O MPBA orienta pais e responsáveis a monitorar sinais de mudança de comportamento e humor em crianças e adolescentes, especialmente em relação a interações sociais e atividades online. Em casos de suspeita, a recomendação é acionar imediatamente as autoridades competentes e a rede de proteção à infância.








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