A Terceira Lâmina, de Zé Ramalho: Crítica social, profecia apocalíptica e resistência cultural no Brasil pós-ditadura | Por Carlos Augusto

Lançada em 1981, “A Terceira Lâmina”, de Zé Ramalho, combina crítica social, misticismo e simbolismo cultural para retratar o Brasil em transição pós-ditadura. A canção utiliza metáforas como “poço”, “fosso” e “fera” para expressar exclusão, miséria e alienação, enquanto exalta a figura do cantador como resistência popular. A obra é analisada por teóricos como Foucault, Adorno e Löwy por seu caráter visionário e apocalíptico.
“A Terceira Lâmina”, de Zé Ramalho, é uma canção que simboliza a resistência poética à exclusão e à alienação no Brasil pós-ditatorial, abordando temas como fome, memória e colapso social com forte base teórica.

Zé Ramalho, com a canção “A Terceira Lâmina” (1981), renovou sua proposta de ativismo poético. Utilizando figuras de autoritarismo simbólico — metáforas como “lâmina”, “poço” e “fosso” —, o compositor denunciou a violência estrutural e a alienação social, ao mesmo tempo em que reafirmou o papel da tradição cultural como vetor de emancipação.

Liderando a transição da MPB para um campo mais visionário e crítico no início dos anos 1980, Zé Ramalho lança “A Terceira Lâmina” em um momento de crise política e econômica no Brasil. O país vivia o esgotamento do modelo autoritário implantado em 1964, a inflação corroía os salários e as pressões sociais se avolumavam. Nesse cenário, a canção aparece como uma leitura alegórica do colapso institucional e ético do Estado brasileiro. O disco carrega um tom apocalíptico, como identificado por Mauro Ferreira (G1), aludindo à ideia de uma terceira guerra, interna ou espiritual. O próprio cantor associou a “lâmina” à sua terceira fase artística, marcada por uma postura mais crítica e simbólica.

A metáfora da “terceira lâmina” e a crítica ao ciclo da destruição

A “terceira lâmina” representa o último corte, o desfecho de um ciclo de ruptura, com potência simbólica e escatológica. Em entrevista à revista Bizz (1985), Zé Ramalho afirmou: “É o último aviso. Uma metáfora do fim das ilusões”. A letra começa com a frase “É aquela que fere / que virá mais tranquila”, sugerindo uma violência sorrateira, internalizada, diferente da repressão física direta da ditadura, mas igualmente corrosiva.

A crítica presente na metáfora é ainda mais contundente ao propor que o fim não virá de forma abrupta, mas lentamente, como um desgaste contínuo das estruturas sociais. É a corrosão silenciosa dos valores éticos, das relações comunitárias e das garantias de direitos que compõem a essência do tecido social brasileiro.

Essa leitura se aproxima da teoria de Theodor Adorno sobre a crise terminal da racionalidade moderna, que produz uma estética do desencanto, refletindo o esgotamento das promessas de modernização e progresso. A terceira lâmina, portanto, é mais do que um símbolo de ruptura: é a denúncia da falência moral da civilização contemporânea.

Poço, garganta e fosso: imagens da exclusão social

As imagens de rebaixamento — “na fundura do poço / na garganta do fosso” — remetem às estruturas de exclusão e apagamento social. A escolha vocabular evoca ambientes escuros, úmidos, ocultos — metáforas da invisibilidade imposta a populações inteiras condenadas à marginalização.

Segundo Luciana Xavier (UFRJ), o “fosso” simboliza o “lugar da invisibilidade social”, onde os sujeitos subalternizados permanecem à margem da memória nacional. A letra menciona os “que vivem calados / pendurados no tempo”, evocando a alienação coletiva, o esquecimento histórico e a passividade imposta por um sistema desigual.

Essa leitura converge com a teoria de Michel Foucault, que analisa os mecanismos de silenciamento produzidos pelo poder disciplinar. Zé Ramalho, nesse sentido, assume a função do intelectual marginal, que rompe com o discurso dominante e denuncia, por meio da arte, a repressão simbólica. A letra expressa uma denúncia política profunda, ainda que cifrada pela poesia, da ordem social que silencia vozes históricas.

A fome como falência do projeto nacional

A expressiva menção à “fome do povo” carrega um conteúdo político de alta densidade. Trata-se da representação da falência do pacto social, da impossibilidade de cidadania plena sob a escassez. O verso se vincula diretamente aos estudos de Josué de Castro, em Geografia da Fome (1946), que denuncia a miséria como construção política deliberada, e não como fenômeno natural.

Ao dizer que a lâmina vem “com a fome do povo / com pedaços da vida”, a canção revela a fragmentação social e o sofrimento como matéria contínua da história brasileira. A imagem da “dura semente que se prende no fogo” alude à persistência da miséria que, mesmo quando germina esperança, é submetida à violência do sistema. A letra transforma o sofrimento em imagem simbólica de um Brasil que consome seus próprios frutos antes de amadurecê-los.

O cantador como mediador cultural

A repetição da expressão “na voz de um cantador” tem função estrutural e simbólica. Recupera a figura do cantador nordestino, responsável pela transmissão oral da memória coletiva. Essa figura remonta aos trovadores medievais e aos repentistas sertanejos, portadores da tradição oral e das narrativas do povo.

Segundo o antropólogo Roberto DaMatta, o cantador representa o “portador de um saber ancestral” que transcende o Estado e conserva a cultura popular como resistência. Zé Ramalho atualiza essa figura, assumindo para si o papel de intérprete do inconsciente coletivo, cuja voz rompe o silêncio das massas. A música enfatiza que a verdade não virá das instituições, mas da voz que canta, lembra e denuncia.

A fera e a desconexão com a terra

Os versos “afastado da terra / ele pensa na fera / que o começa a devorar” são centrais. A “fera” representa múltiplas ameaças: a brutalidade da vida moderna, a alienação política, a degradação ambiental. Essa figura é tanto mítica quanto real, podendo ser lida como a encarnação simbólica do capitalismo predatório, da violência urbana ou do colapso da solidariedade social.

A desconexão com a terra é o afastamento da origem, da natureza, do sagrado. O filósofo Martin Heidegger, em Ser e Tempo, discute a perda do “enraizamento no ser”, o que aproxima essa leitura da crise existencial retratada por Ramalho. A “fera” é o produto do sistema que o homem construiu e que agora o destrói. Trata-se de uma crítico-metáfora da modernidade brasileira, em que o progresso sem justiça se volta contra seu criador.

Tempo cíclico e estagnação histórica

A estrutura da letra reforça a ideia de tempo cíclico, com repetições que sugerem a estagnação histórica. “Acho que os anos irão se passar / com aquela certeza / que teremos no olho / novamente a ideia / de sairmos do poço…” mostra um eterno retorno da crise. Essa permanência da espera, da esperança sempre frustrada, se traduz em angústia política e cultural.

Mircea Eliade, em O Mito do Eterno Retorno, analisa esse tipo de temporalidade mítica, comum nas civilizações arcaicas e reativado em contextos de repetição histórica. Para Marilena Chaui, essa repetição simboliza a “modernidade inacabada” do Brasil, que avança sem romper com suas estruturas fundantes de desigualdade e autoritarismo. A letra, portanto, é uma crítica à falsa noção de progresso linear.

A transição política de 1981

A canção foi lançada no período em que o regime militar iniciava sua retirada gradual do poder. A “abertura lenta, gradual e segura” promovida pelo general Figueiredo coexistia com censura, repressão e exclusão. O discurso oficial de transição democrática contrastava com a realidade de perseguições políticas, desigualdade e ausência de participação popular efetiva.

Para o historiador Daniel Aarão Reis, a redemocratização brasileira foi um “pacto entre elites e Forças Armadas”, sem escuta das demandas populares. Ramalho capta esse sentimento de continuidade estrutural: mesmo com o fim da ditadura formal, a violência simbólica e material persistiria, como a “terceira lâmina” que fere silenciosamente. A canção, portanto, antecipa o desencanto democrático que viria nos anos seguintes.

Religião, profecia e apocalipse como linguagem de resistência

A canção insere-se na tradição profética e apocalíptica, muito presente na cultura popular. O verso “virá como guerra / a terceira mensagem” remete a uma revelação final, uma advertência última. A linguagem simbólica aproxima-se dos livros proféticos da Bíblia, mas também das mitologias indígenas e africanas que anunciam mudanças catastróficas como forma de renascimento.

Segundo o sociólogo Michael Löwy, o “apocalipse político” é uma forma de denunciar o presente e anunciar a urgência da mudança. A canção não oferece conforto, mas convoca à lucidez, como nas profecias bíblicas e nos cantos ancestrais de alerta. O cantador, aqui, assume a figura de profeta que traduz o silêncio da massa em mensagem articulada e devastadora.

Repercussão crítica e relevância contemporânea

Estudos acadêmicos apontam para o caráter visionário e discursivo da obra, inserindo-a na linhagem de resistência simbólica nordestina. Em tempos recentes, a letra tem sido redescoberta em debates sobre necropolítica, crise climática e colapso civilizacional. A imagem da “fera” tem sido reinterpretada por intelectuais contemporâneos como símbolo da ascensão do autoritarismo digital, da vigilância em massa e da manipulação de consciências.

Em redes sociais e espaços culturais, leitores relacionam a “fera” à distopia tecnológica ou ao autoritarismo institucionalizado. A canção segue atual, porque fala de estruturas permanentes de dor e esperança, inscritas na voz popular. Zé Ramalho permanece como referência de resistência estética e ética em um país ainda marcado por abismos sociais.

Teóricos citados

*Theodor Adorno

Theodor W. Adorno (1903–1969) foi um filósofo, sociólogo, musicólogo e crítico cultural alemão, um dos principais representantes da chamada Escola de Frankfurt e figura central do pensamento crítico do século XX. Sua obra articula filosofia, estética, teoria social e análise cultural, tendo como núcleo o diagnóstico das formas de dominação e alienação nas sociedades capitalistas avançadas.

Adorno destacou-se por sua crítica ao racionalismo instrumental e à cultura de massa, formulada em obras fundamentais como Dialética do Esclarecimento (1947), escrita em coautoria com Max Horkheimer, e A Dialética Negativa (1966). Defendia que a razão moderna, longe de libertar o ser humano, havia se tornado um instrumento de dominação, culminando em formas de barbárie, como o nazismo e a reificação da vida cotidiana.

Na estética, Adorno aprofundou a tradição de Kant, Hegel e Marx, propondo uma concepção de arte como forma de resistência à racionalidade hegemônica. Sua obra Teoria Estética (póstuma, 1970) examina a arte moderna como campo de tensão entre autonomia formal e crítica social, valorizando especialmente a música de compositores como Beethoven, Schoenberg e Mahler. Como musicólogo, contribuiu para o debate sobre a indústria cultural e o empobrecimento estético provocado pela massificação do gosto e pela mercantilização da arte.

Adorno concebia a filosofia como expressão negativa, crítica e inconclusa diante de um mundo marcado pela injustiça. Sua linguagem densa e sua recusa a sínteses conciliatórias fazem dele uma das vozes mais rigorosas e desafiadoras do pensamento moderno, herdeiro da tradição dialética e opositor radical de toda forma de conformismo cultural.

*Martin Heidegger

Martin Heidegger (1889–1976) foi um filósofo, ensaísta e professor universitário alemão, amplamente reconhecido como uma das figuras mais influentes e originais do pensamento filosófico do século XX. Seu trabalho exerceu impacto profundo sobre áreas como ontologia, fenomenologia, hermenêutica, existencialismo, teologia, estética e teoria crítica da modernidade.

Formado na tradição fenomenológica inaugurada por Edmund Husserl, Heidegger rompeu com os limites dessa escola ao propor uma radical reinterpretação da ontologia ocidental, cujo marco é a publicação de sua obra seminal Sein und Zeit (Ser e Tempo, 1927). Nessa obra, introduziu a noção de Dasein (ser-aí), entendida como a condição existencial do ser humano, e desenvolveu uma crítica à metafísica tradicional por ter esquecido a pergunta fundamental pelo ser.

Heidegger exerceu longa carreira docente na Universidade de Freiburg, onde também atuou como reitor entre 1933 e 1934 — período em que se filiou ao partido nazista, fato que gerou controvérsias duradouras em torno de sua biografia e recepção intelectual. Ainda assim, sua influência permanece central nos debates filosóficos contemporâneos, sendo considerado um dos pilares da filosofia continental.

Seu pensamento provocou diálogos e tensões com autores como Jean-Paul Sartre, Emmanuel Levinas, Hans-Georg Gadamer e Jacques Derrida, e permanece fundamental para as discussões sobre tempo, linguagem, técnica, existência, história do ser e o papel do pensamento na era da racionalidade instrumental.

*Mircea Eliade

Mircea Eliade (1907–1986) foi um destacado historiador das religiões, filósofo, professor universitário, mitólogo e romancista romeno, naturalizado norte-americano em 1970. É amplamente reconhecido como um dos fundadores da moderna história comparada das religiões, contribuindo decisivamente para a consolidação da disciplina como campo autônomo no âmbito das ciências humanas.

Poliglota, Eliade dominava ao menos oito idiomas, entre eles romeno, francês, alemão, italiano, sânscrito, hebraico, inglês e português, o que lhe permitiu acesso direto a fontes primárias de distintas tradições religiosas. Embora tenha iniciado sua produção acadêmica em romeno, grande parte de sua obra mais influente foi posteriormente publicada em francês, inglês e alemão, o que lhe garantiu projeção internacional.

Sua carreira acadêmica se consolidou nos Estados Unidos, onde foi professor titular da Universidade de Chicago, tornando-se uma referência mundial no estudo das estruturas simbólicas, rituais e mitos das religiões. Obras como O Sagrado e o Profano, O Mito do Eterno Retorno e História das Crenças e das Ideias Religiosas são marcos teóricos que exploram categorias como hierofania, mito, rito, cosmogonia e tempo sagrado, buscando revelar a dimensão simbólica da existência humana em diversas culturas.

Eliade defendia a ideia de uma experiência religiosa universal, estruturada em torno de arquétipos e recorrências simbólicas, aproximando-se em certos aspectos da psicologia junguiana e da fenomenologia hermenêutica. Paralelamente à sua produção acadêmica, também cultivou a literatura, escrevendo romances, contos e ensaios que dialogam com sua visão do sagrado, do tempo e da memória.

*Mauro Ferreira

Mauro Ferreira do Nascimento é um jornalista, crítico musical e editor brasileiro, reconhecido por sua atuação contínua e especializada no jornalismo cultural, com ênfase em música popular brasileira. Iniciou sua trajetória profissional na década de 1980, consolidando-se como uma das vozes mais constantes e respeitadas da crítica musical no país.

Com passagens por veículos impressos e digitais, Mauro Ferreira destacou-se pela análise criteriosa de lançamentos fonográficos, resenhas de shows, entrevistas e cobertura de festivais, mantendo-se atento à renovação estética da música brasileira, sem perder de vista a tradição do cancioneiro nacional. Desde os anos 2000, sua atuação ganhou visibilidade ampliada com o blog “Notas Musicais”, posteriormente incorporado ao portal G1, onde desenvolve um trabalho sistemático de documentação crítica da produção musical contemporânea.

Sua escrita se caracteriza pela clareza, precisão técnica e vasto repertório referencial, com ênfase na escuta atenta e no respeito à diversidade de gêneros, estilos e gerações. Ao longo das décadas, Mauro Ferreira tornou-se referência para artistas, estudiosos e leitores interessados em compreender a evolução da música brasileira em diálogo com seus contextos sociais, históricos e culturais.

*Roberto DaMatta

Roberto Augusto DaMatta é um dos mais destacados antropólogos brasileiros, com atuação expressiva também como conferencista, ensaísta, colunista de imprensa e consultor cultural. Sua obra é referência nos estudos sobre a sociedade brasileira, especialmente no campo da antropologia social, das relações de poder, da cultura popular e da identidade nacional.

Graduado em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), concluiu o doutorado em Antropologia Social pela Harvard University, nos Estados Unidos. Foi professor titular da Universidade Federal Fluminense (UFF) e atuou como docente e pesquisador em diversas instituições nacionais e internacionais.

Autor de livros fundamentais como Carnavais, Malandros e Heróis (1979), A Casa & a Rua (1997) e O Que Faz o Brasil, Brasil? (1984), DaMatta propôs uma leitura original da cultura brasileira a partir da articulação entre ritual, hierarquia e jeitinho, revelando as contradições entre os valores da ordem institucional e das práticas cotidianas. Sua abordagem combina o rigor da etnografia com a sensibilidade interpretativa das ciências sociais, conferindo-lhe um papel singular na antropologia interpretativa brasileira.

Ao longo de sua carreira, atuou também como consultor de projetos culturais e produtor de conteúdo televisivo, contribuindo para a difusão da antropologia junto ao grande público. É colunista do jornal O Globo, onde analisa questões contemporâneas à luz da tradição cultural brasileira.

*Daniel Aarão Reis

Daniel Aarão Reis Filho é um destacado historiador brasileiro e professor titular de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF). Com trajetória acadêmica consolidada, é referência nacional nos estudos sobre o século XX, com ênfase em temas como revoluções, regimes autoritários, história do comunismo, ditadura militar no Brasil e processos de redemocratização.

Graduado em História pela Universidade Federal Fluminense, possui doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Sua obra é marcada por rigor analítico, abordagem crítica e contribuição significativa ao debate público sobre a memória política brasileira.

Autor de livros como Ditadura e Democracia no Brasil e A Revolução que Mudou o Mundo (sobre a Revolução Russa), Aarão Reis também se destacou como intérprete das esquerdas brasileiras, analisando tanto suas dimensões históricas quanto suas contradições ideológicas. É presença constante em veículos acadêmicos e na grande imprensa, atuando como intelectual público no debate sobre o passado recente do Brasil.

Sua produção combina pesquisa historiográfica, análise documental e reflexão política, buscando compreender os vínculos entre história, memória e democracia no contexto brasileiro e internacional.

*Luciana Xavier

Luciana Xavier de Oliveira é docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do ABC (UFABC), atuando nos cursos de Bacharelado em Ciências e Humanidades e Planejamento Territorial da mesma instituição, em São Bernardo do Campo (SP). É também docente colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (PPGCOM/UFF).

Possui doutorado em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com estágio doutoral na Tulane University, em Nova Orleans (EUA), pelo Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior da CAPES (2014), e período como pesquisadora visitante na Universidade de Tübingen (Alemanha), no âmbito do projeto Literary Cultures of the Global South, com financiamento do BMBF/DAAD (2016).

É graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, 2004) e possui mestrado em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (UFBA, 2008). Em 2017, foi agraciada com o Prêmio Compós de Melhor Tese de Doutorado em Comunicação no Brasil.

Autora do livro A Cena Musical da Black Rio: estilos e mediações nos bailes soul dos anos 1970 (Edufba, 2018), sua trajetória acadêmica destaca-se pelo enfoque interdisciplinar e pela análise crítica das relações entre cultura, mídia e território. Atua principalmente nas áreas de Relações Étnico-Raciais, com ênfase em dinâmicas socioterritoriais, música popular afro-brasileira, estudos culturais, gênero, identidade negra e comunicação.

*Carlos Augusto, jornalista e cientista social, editor do Jornal Grande Bahia.

Confira vídeos


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.