Zé Ramalho, com a canção “A Terceira Lâmina” (1981), renovou sua proposta de ativismo poético. Utilizando figuras de autoritarismo simbólico — metáforas como “lâmina”, “poço” e “fosso” —, o compositor denunciou a violência estrutural e a alienação social, ao mesmo tempo em que reafirmou o papel da tradição cultural como vetor de emancipação.
Liderando a transição da MPB para um campo mais visionário e crítico no início dos anos 1980, Zé Ramalho lança “A Terceira Lâmina” em um momento de crise política e econômica no Brasil. O país vivia o esgotamento do modelo autoritário implantado em 1964, a inflação corroía os salários e as pressões sociais se avolumavam. Nesse cenário, a canção aparece como uma leitura alegórica do colapso institucional e ético do Estado brasileiro. O disco carrega um tom apocalíptico, como identificado por Mauro Ferreira (G1), aludindo à ideia de uma terceira guerra, interna ou espiritual. O próprio cantor associou a “lâmina” à sua terceira fase artística, marcada por uma postura mais crítica e simbólica.
A metáfora da “terceira lâmina” e a crítica ao ciclo da destruição
A “terceira lâmina” representa o último corte, o desfecho de um ciclo de ruptura, com potência simbólica e escatológica. Em entrevista à revista Bizz (1985), Zé Ramalho afirmou: “É o último aviso. Uma metáfora do fim das ilusões”. A letra começa com a frase “É aquela que fere / que virá mais tranquila”, sugerindo uma violência sorrateira, internalizada, diferente da repressão física direta da ditadura, mas igualmente corrosiva.
A crítica presente na metáfora é ainda mais contundente ao propor que o fim não virá de forma abrupta, mas lentamente, como um desgaste contínuo das estruturas sociais. É a corrosão silenciosa dos valores éticos, das relações comunitárias e das garantias de direitos que compõem a essência do tecido social brasileiro.
Essa leitura se aproxima da teoria de Theodor Adorno sobre a crise terminal da racionalidade moderna, que produz uma estética do desencanto, refletindo o esgotamento das promessas de modernização e progresso. A terceira lâmina, portanto, é mais do que um símbolo de ruptura: é a denúncia da falência moral da civilização contemporânea.
Poço, garganta e fosso: imagens da exclusão social
As imagens de rebaixamento — “na fundura do poço / na garganta do fosso” — remetem às estruturas de exclusão e apagamento social. A escolha vocabular evoca ambientes escuros, úmidos, ocultos — metáforas da invisibilidade imposta a populações inteiras condenadas à marginalização.
Segundo Luciana Xavier (UFRJ), o “fosso” simboliza o “lugar da invisibilidade social”, onde os sujeitos subalternizados permanecem à margem da memória nacional. A letra menciona os “que vivem calados / pendurados no tempo”, evocando a alienação coletiva, o esquecimento histórico e a passividade imposta por um sistema desigual.
Essa leitura converge com a teoria de Michel Foucault, que analisa os mecanismos de silenciamento produzidos pelo poder disciplinar. Zé Ramalho, nesse sentido, assume a função do intelectual marginal, que rompe com o discurso dominante e denuncia, por meio da arte, a repressão simbólica. A letra expressa uma denúncia política profunda, ainda que cifrada pela poesia, da ordem social que silencia vozes históricas.
A fome como falência do projeto nacional
A expressiva menção à “fome do povo” carrega um conteúdo político de alta densidade. Trata-se da representação da falência do pacto social, da impossibilidade de cidadania plena sob a escassez. O verso se vincula diretamente aos estudos de Josué de Castro, em Geografia da Fome (1946), que denuncia a miséria como construção política deliberada, e não como fenômeno natural.
Ao dizer que a lâmina vem “com a fome do povo / com pedaços da vida”, a canção revela a fragmentação social e o sofrimento como matéria contínua da história brasileira. A imagem da “dura semente que se prende no fogo” alude à persistência da miséria que, mesmo quando germina esperança, é submetida à violência do sistema. A letra transforma o sofrimento em imagem simbólica de um Brasil que consome seus próprios frutos antes de amadurecê-los.
O cantador como mediador cultural
A repetição da expressão “na voz de um cantador” tem função estrutural e simbólica. Recupera a figura do cantador nordestino, responsável pela transmissão oral da memória coletiva. Essa figura remonta aos trovadores medievais e aos repentistas sertanejos, portadores da tradição oral e das narrativas do povo.
Segundo o antropólogo Roberto DaMatta, o cantador representa o “portador de um saber ancestral” que transcende o Estado e conserva a cultura popular como resistência. Zé Ramalho atualiza essa figura, assumindo para si o papel de intérprete do inconsciente coletivo, cuja voz rompe o silêncio das massas. A música enfatiza que a verdade não virá das instituições, mas da voz que canta, lembra e denuncia.
A fera e a desconexão com a terra
Os versos “afastado da terra / ele pensa na fera / que o começa a devorar” são centrais. A “fera” representa múltiplas ameaças: a brutalidade da vida moderna, a alienação política, a degradação ambiental. Essa figura é tanto mítica quanto real, podendo ser lida como a encarnação simbólica do capitalismo predatório, da violência urbana ou do colapso da solidariedade social.
A desconexão com a terra é o afastamento da origem, da natureza, do sagrado. O filósofo Martin Heidegger, em Ser e Tempo, discute a perda do “enraizamento no ser”, o que aproxima essa leitura da crise existencial retratada por Ramalho. A “fera” é o produto do sistema que o homem construiu e que agora o destrói. Trata-se de uma crítico-metáfora da modernidade brasileira, em que o progresso sem justiça se volta contra seu criador.
Tempo cíclico e estagnação histórica
A estrutura da letra reforça a ideia de tempo cíclico, com repetições que sugerem a estagnação histórica. “Acho que os anos irão se passar / com aquela certeza / que teremos no olho / novamente a ideia / de sairmos do poço…” mostra um eterno retorno da crise. Essa permanência da espera, da esperança sempre frustrada, se traduz em angústia política e cultural.
Mircea Eliade, em O Mito do Eterno Retorno, analisa esse tipo de temporalidade mítica, comum nas civilizações arcaicas e reativado em contextos de repetição histórica. Para Marilena Chaui, essa repetição simboliza a “modernidade inacabada” do Brasil, que avança sem romper com suas estruturas fundantes de desigualdade e autoritarismo. A letra, portanto, é uma crítica à falsa noção de progresso linear.
A transição política de 1981
A canção foi lançada no período em que o regime militar iniciava sua retirada gradual do poder. A “abertura lenta, gradual e segura” promovida pelo general Figueiredo coexistia com censura, repressão e exclusão. O discurso oficial de transição democrática contrastava com a realidade de perseguições políticas, desigualdade e ausência de participação popular efetiva.
Para o historiador Daniel Aarão Reis, a redemocratização brasileira foi um “pacto entre elites e Forças Armadas”, sem escuta das demandas populares. Ramalho capta esse sentimento de continuidade estrutural: mesmo com o fim da ditadura formal, a violência simbólica e material persistiria, como a “terceira lâmina” que fere silenciosamente. A canção, portanto, antecipa o desencanto democrático que viria nos anos seguintes.
Religião, profecia e apocalipse como linguagem de resistência
A canção insere-se na tradição profética e apocalíptica, muito presente na cultura popular. O verso “virá como guerra / a terceira mensagem” remete a uma revelação final, uma advertência última. A linguagem simbólica aproxima-se dos livros proféticos da Bíblia, mas também das mitologias indígenas e africanas que anunciam mudanças catastróficas como forma de renascimento.
Segundo o sociólogo Michael Löwy, o “apocalipse político” é uma forma de denunciar o presente e anunciar a urgência da mudança. A canção não oferece conforto, mas convoca à lucidez, como nas profecias bíblicas e nos cantos ancestrais de alerta. O cantador, aqui, assume a figura de profeta que traduz o silêncio da massa em mensagem articulada e devastadora.
Repercussão crítica e relevância contemporânea
Estudos acadêmicos apontam para o caráter visionário e discursivo da obra, inserindo-a na linhagem de resistência simbólica nordestina. Em tempos recentes, a letra tem sido redescoberta em debates sobre necropolítica, crise climática e colapso civilizacional. A imagem da “fera” tem sido reinterpretada por intelectuais contemporâneos como símbolo da ascensão do autoritarismo digital, da vigilância em massa e da manipulação de consciências.
Em redes sociais e espaços culturais, leitores relacionam a “fera” à distopia tecnológica ou ao autoritarismo institucionalizado. A canção segue atual, porque fala de estruturas permanentes de dor e esperança, inscritas na voz popular. Zé Ramalho permanece como referência de resistência estética e ética em um país ainda marcado por abismos sociais.
Teóricos citados
*Theodor Adorno
Theodor W. Adorno (1903–1969) foi um filósofo, sociólogo, musicólogo e crítico cultural alemão, um dos principais representantes da chamada Escola de Frankfurt e figura central do pensamento crítico do século XX. Sua obra articula filosofia, estética, teoria social e análise cultural, tendo como núcleo o diagnóstico das formas de dominação e alienação nas sociedades capitalistas avançadas.
Adorno destacou-se por sua crítica ao racionalismo instrumental e à cultura de massa, formulada em obras fundamentais como Dialética do Esclarecimento (1947), escrita em coautoria com Max Horkheimer, e A Dialética Negativa (1966). Defendia que a razão moderna, longe de libertar o ser humano, havia se tornado um instrumento de dominação, culminando em formas de barbárie, como o nazismo e a reificação da vida cotidiana.
Na estética, Adorno aprofundou a tradição de Kant, Hegel e Marx, propondo uma concepção de arte como forma de resistência à racionalidade hegemônica. Sua obra Teoria Estética (póstuma, 1970) examina a arte moderna como campo de tensão entre autonomia formal e crítica social, valorizando especialmente a música de compositores como Beethoven, Schoenberg e Mahler. Como musicólogo, contribuiu para o debate sobre a indústria cultural e o empobrecimento estético provocado pela massificação do gosto e pela mercantilização da arte.
Adorno concebia a filosofia como expressão negativa, crítica e inconclusa diante de um mundo marcado pela injustiça. Sua linguagem densa e sua recusa a sínteses conciliatórias fazem dele uma das vozes mais rigorosas e desafiadoras do pensamento moderno, herdeiro da tradição dialética e opositor radical de toda forma de conformismo cultural.
*Martin Heidegger
Martin Heidegger (1889–1976) foi um filósofo, ensaísta e professor universitário alemão, amplamente reconhecido como uma das figuras mais influentes e originais do pensamento filosófico do século XX. Seu trabalho exerceu impacto profundo sobre áreas como ontologia, fenomenologia, hermenêutica, existencialismo, teologia, estética e teoria crítica da modernidade.
Formado na tradição fenomenológica inaugurada por Edmund Husserl, Heidegger rompeu com os limites dessa escola ao propor uma radical reinterpretação da ontologia ocidental, cujo marco é a publicação de sua obra seminal Sein und Zeit (Ser e Tempo, 1927). Nessa obra, introduziu a noção de Dasein (ser-aí), entendida como a condição existencial do ser humano, e desenvolveu uma crítica à metafísica tradicional por ter esquecido a pergunta fundamental pelo ser.
Heidegger exerceu longa carreira docente na Universidade de Freiburg, onde também atuou como reitor entre 1933 e 1934 — período em que se filiou ao partido nazista, fato que gerou controvérsias duradouras em torno de sua biografia e recepção intelectual. Ainda assim, sua influência permanece central nos debates filosóficos contemporâneos, sendo considerado um dos pilares da filosofia continental.
Seu pensamento provocou diálogos e tensões com autores como Jean-Paul Sartre, Emmanuel Levinas, Hans-Georg Gadamer e Jacques Derrida, e permanece fundamental para as discussões sobre tempo, linguagem, técnica, existência, história do ser e o papel do pensamento na era da racionalidade instrumental.
*Mircea Eliade
Mircea Eliade (1907–1986) foi um destacado historiador das religiões, filósofo, professor universitário, mitólogo e romancista romeno, naturalizado norte-americano em 1970. É amplamente reconhecido como um dos fundadores da moderna história comparada das religiões, contribuindo decisivamente para a consolidação da disciplina como campo autônomo no âmbito das ciências humanas.
Poliglota, Eliade dominava ao menos oito idiomas, entre eles romeno, francês, alemão, italiano, sânscrito, hebraico, inglês e português, o que lhe permitiu acesso direto a fontes primárias de distintas tradições religiosas. Embora tenha iniciado sua produção acadêmica em romeno, grande parte de sua obra mais influente foi posteriormente publicada em francês, inglês e alemão, o que lhe garantiu projeção internacional.
Sua carreira acadêmica se consolidou nos Estados Unidos, onde foi professor titular da Universidade de Chicago, tornando-se uma referência mundial no estudo das estruturas simbólicas, rituais e mitos das religiões. Obras como O Sagrado e o Profano, O Mito do Eterno Retorno e História das Crenças e das Ideias Religiosas são marcos teóricos que exploram categorias como hierofania, mito, rito, cosmogonia e tempo sagrado, buscando revelar a dimensão simbólica da existência humana em diversas culturas.
Eliade defendia a ideia de uma experiência religiosa universal, estruturada em torno de arquétipos e recorrências simbólicas, aproximando-se em certos aspectos da psicologia junguiana e da fenomenologia hermenêutica. Paralelamente à sua produção acadêmica, também cultivou a literatura, escrevendo romances, contos e ensaios que dialogam com sua visão do sagrado, do tempo e da memória.
*Mauro Ferreira
Mauro Ferreira do Nascimento é um jornalista, crítico musical e editor brasileiro, reconhecido por sua atuação contínua e especializada no jornalismo cultural, com ênfase em música popular brasileira. Iniciou sua trajetória profissional na década de 1980, consolidando-se como uma das vozes mais constantes e respeitadas da crítica musical no país.
Com passagens por veículos impressos e digitais, Mauro Ferreira destacou-se pela análise criteriosa de lançamentos fonográficos, resenhas de shows, entrevistas e cobertura de festivais, mantendo-se atento à renovação estética da música brasileira, sem perder de vista a tradição do cancioneiro nacional. Desde os anos 2000, sua atuação ganhou visibilidade ampliada com o blog “Notas Musicais”, posteriormente incorporado ao portal G1, onde desenvolve um trabalho sistemático de documentação crítica da produção musical contemporânea.
Sua escrita se caracteriza pela clareza, precisão técnica e vasto repertório referencial, com ênfase na escuta atenta e no respeito à diversidade de gêneros, estilos e gerações. Ao longo das décadas, Mauro Ferreira tornou-se referência para artistas, estudiosos e leitores interessados em compreender a evolução da música brasileira em diálogo com seus contextos sociais, históricos e culturais.
*Roberto DaMatta
Roberto Augusto DaMatta é um dos mais destacados antropólogos brasileiros, com atuação expressiva também como conferencista, ensaísta, colunista de imprensa e consultor cultural. Sua obra é referência nos estudos sobre a sociedade brasileira, especialmente no campo da antropologia social, das relações de poder, da cultura popular e da identidade nacional.
Graduado em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), concluiu o doutorado em Antropologia Social pela Harvard University, nos Estados Unidos. Foi professor titular da Universidade Federal Fluminense (UFF) e atuou como docente e pesquisador em diversas instituições nacionais e internacionais.
Autor de livros fundamentais como Carnavais, Malandros e Heróis (1979), A Casa & a Rua (1997) e O Que Faz o Brasil, Brasil? (1984), DaMatta propôs uma leitura original da cultura brasileira a partir da articulação entre ritual, hierarquia e jeitinho, revelando as contradições entre os valores da ordem institucional e das práticas cotidianas. Sua abordagem combina o rigor da etnografia com a sensibilidade interpretativa das ciências sociais, conferindo-lhe um papel singular na antropologia interpretativa brasileira.
Ao longo de sua carreira, atuou também como consultor de projetos culturais e produtor de conteúdo televisivo, contribuindo para a difusão da antropologia junto ao grande público. É colunista do jornal O Globo, onde analisa questões contemporâneas à luz da tradição cultural brasileira.
*Daniel Aarão Reis
Daniel Aarão Reis Filho é um destacado historiador brasileiro e professor titular de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF). Com trajetória acadêmica consolidada, é referência nacional nos estudos sobre o século XX, com ênfase em temas como revoluções, regimes autoritários, história do comunismo, ditadura militar no Brasil e processos de redemocratização.
Graduado em História pela Universidade Federal Fluminense, possui doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Sua obra é marcada por rigor analítico, abordagem crítica e contribuição significativa ao debate público sobre a memória política brasileira.
Autor de livros como Ditadura e Democracia no Brasil e A Revolução que Mudou o Mundo (sobre a Revolução Russa), Aarão Reis também se destacou como intérprete das esquerdas brasileiras, analisando tanto suas dimensões históricas quanto suas contradições ideológicas. É presença constante em veículos acadêmicos e na grande imprensa, atuando como intelectual público no debate sobre o passado recente do Brasil.
Sua produção combina pesquisa historiográfica, análise documental e reflexão política, buscando compreender os vínculos entre história, memória e democracia no contexto brasileiro e internacional.
*Luciana Xavier
Luciana Xavier de Oliveira é docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do ABC (UFABC), atuando nos cursos de Bacharelado em Ciências e Humanidades e Planejamento Territorial da mesma instituição, em São Bernardo do Campo (SP). É também docente colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (PPGCOM/UFF).
Possui doutorado em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com estágio doutoral na Tulane University, em Nova Orleans (EUA), pelo Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior da CAPES (2014), e período como pesquisadora visitante na Universidade de Tübingen (Alemanha), no âmbito do projeto Literary Cultures of the Global South, com financiamento do BMBF/DAAD (2016).
É graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, 2004) e possui mestrado em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (UFBA, 2008). Em 2017, foi agraciada com o Prêmio Compós de Melhor Tese de Doutorado em Comunicação no Brasil.
Autora do livro A Cena Musical da Black Rio: estilos e mediações nos bailes soul dos anos 1970 (Edufba, 2018), sua trajetória acadêmica destaca-se pelo enfoque interdisciplinar e pela análise crítica das relações entre cultura, mídia e território. Atua principalmente nas áreas de Relações Étnico-Raciais, com ênfase em dinâmicas socioterritoriais, música popular afro-brasileira, estudos culturais, gênero, identidade negra e comunicação.
*Carlos Augusto, jornalista e cientista social, editor do Jornal Grande Bahia.
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