Desde o início de julho, 139 civis foram mortos e 791 ficaram feridos em decorrência de ataques com mísseis e drones lançados pela Rússia contra diferentes regiões da Ucrânia, segundo informações divulgadas pela porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Liz Throssell. A ONU classificou os bombardeios como “ondas intensas e sucessivas” que vêm impactando severamente a população civil.
De acordo com o levantamento, somente no dia 12, as Forças Armadas da Rússia lançaram 597 drones explosivos e 26 mísseis, causando danos à infraestrutura civil mesmo em áreas distantes da linha de frente do conflito. No dia 09/07, a Ucrânia foi atingida por 728 drones de longo alcance, o que representa um recorde desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.
Alta de vítimas em junho e impactos psicológicos
Dados da ONU também indicam que o mês de junho registrou o maior número mensal de civis mortos e feridos dos últimos três anos, com 232 mortes e 1.343 feridos. Liz Throssell destacou que os ataques repetidos em áreas residenciais têm causado sofrimento físico e psicológico severo.
Civis relatam ter passado longos períodos em abrigos improvisados, como corredores, porões e estações de metrô. Entre as pessoas mais afetadas estão crianças, idosos e indivíduos com deficiência, que enfrentam dificuldades para se proteger dos bombardeios e apresentam sintomas de estresse prolongado.
Apelo da ONU por cessar-fogo e responsabilização
O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, reiterou o pedido por um cessar-fogo imediato e o fim da invasão russa ao território ucraniano. Segundo Turk, qualquer solução de paz deve incluir mecanismos de responsabilização por violações graves do direito internacional.
O representante da ONU defendeu também a criação de corredores humanitários, a interrupção da tortura e maus-tratos contra prisioneiros de guerra e a devolução de crianças deportadas ou transferidas à força para fora do país.
Tortura sistemática documentada em prisioneiros
Desde o início de julho, o Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas entrevistou cerca de 140 prisioneiros de guerra ucranianos libertados em recentes trocas. Os relatos indicam que quase todos foram vítimas de tortura ou maus-tratos, incluindo espancamentos, choques elétricos e violência sexual. Alguns passaram até três anos em cativeiro.
Os padrões descritos pelos ex-prisioneiros reforçam o diagnóstico da ONU sobre tortura generalizada e sistemática praticada por forças russas. O órgão também informou que continua documentando casos de maus-tratos a prisioneiros russos sob custódia ucraniana, especialmente no período inicial de detenção.
As autoridades da Ucrânia iniciaram investigações sobre algumas das denúncias.
*Com informações da ONU News.
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