A cerimônia do Te Deum, realizada na Catedral Basílica, no Centro Histórico de Salvador, marcou a abertura oficial das celebrações pelos 202 anos da Independência do Brasil na Bahia. O ato religioso ocorreu na manhã desta terça-feira (01/07/2025) e foi presidido pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, cardeal Dom Sergio da Rocha.
O evento integra o calendário oficial da data, celebrada neste ano com o tema “Eu sou o 2 de Julho”. O Te Deum, hino tradicional de louvor de origem latina, foi entoado durante a missa solene, que contou com a presença de autoridades civis, representantes das Forças Armadas e de grupos culturais ligados à resistência histórica da independência, como os Caboclos de Itaparica.
Durante a homilia, Dom Sergio da Rocha destacou a união entre fé e história como elemento central do Te Deum. O arcebispo ressaltou que a celebração é um ato de louvor pela liberdade e uma oportunidade para lembrar os que lutaram e contribuíram para a independência, incluindo os personagens anônimos da história baiana.
“Queremos contribuir para que a liberdade, a paz, a justiça e a fraternidade se façam presentes entre nós”, afirmou.
A cerimônia também teve participação musical do Coral da Irmandade do Senhor do Bonfim, sob regência do maestro Francisco Rufino, que interpretou o hino composto por Santo Ambrósio e Santo Agostinho no século IV. Entre os presentes estavam famílias, representantes estudantis e culturais, como o empresário Valdeir Santos e seu filho Ravi Santos, integrantes da Brigada do Colégio São Joaquim.
A solenidade contou ainda com a presença do presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, que representou a Prefeitura de Salvador. Guerreiro reforçou a importância de envolver as novas gerações na celebração do 2 de Julho, destacando o papel das escolas e da comunidade educativa na preservação da memória histórica.
Um dos momentos marcantes foi a participação do caboclo mestre Hildo Peixoto, da tribo Guaranis de Itaparica, que há mais de 60 anos participa da cerimônia representando os povos originários que resistiram à ocupação portuguesa.
“Enquanto Deus me der vida e saúde, eu estou aqui na luta, resistindo”, declarou.

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