O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, participou neste domingo (06/07/2025) do tradicional Bando Anunciador, manifestação popular e cultural que ocupa as ruas do centro de Feira de Santana com irreverência, crítica social e expressão artística. O evento marca o anúncio simbólico da Festa de Santana, padroeira do município, e é considerado um espaço legítimo de mobilização popular e celebração da memória coletiva.
Durante a participação na festa, Felipe Freitas ressaltou o papel do Bando como instrumento de resistência e de diálogo com as políticas públicas.
“O Bando é uma manifestação cultural que reúne a alegria do povo e as lutas por direitos. É muito importante que o poder público atue garantindo a estrutura da festa e as condições para a participação democrática, mas também acolhendo as justas reivindicações populares”, afirmou.
Expressão popular e crítica social
A edição deste ano do Bando Anunciador foi marcada por uma programação plural, com ênfase em pautas sociais, como a crítica aos privilégios, o combate às desigualdades e a defesa da justiça social. Esses temas se alinham às diretrizes de atuação da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH).
De acordo com Felipe Freitas, “este ano, foram muitas manifestações contra as desigualdades e a favor da justiça social. É excelente que um tema tão importante esteja sendo pautado numa festa popular”. O secretário reiterou que o fortalecimento de manifestações culturais como o Bando representa uma via concreta de participação cidadã e afirmação de direitos fundamentais.
Bando Anunciador: cultura, memória e resistência
O Bando Anunciador é uma das mais antigas tradições populares de Feira de Santana. Originado no século XIX, o evento era um cortejo espontâneo que percorria as ruas da cidade nos domingos de julho para anunciar a Festa de Santana. O caráter satírico, a presença de símbolos religiosos e o envolvimento popular sempre foram marcas centrais da manifestação.
Durante o período da ditadura militar, a festa foi proibida por seu teor crítico e irreverente. A retomada aconteceu somente em 2001, por iniciativa da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), que institucionalizou o evento como parte de um projeto de preservação da cultura popular, valorização da memória coletiva e fomento à liberdade de expressão.
Desde então, o Bando se consolidou como palco de resistência cultural e de afirmação de identidades diversas, promovendo a participação ativa da população e a crítica aos modelos excludentes de organização social.
Atuação institucional e apoio à cultura popular
A presença do titular da SJDH no evento reforça o compromisso do Governo da Bahia com o apoio a manifestações populares como instrumentos de transformação social. A Secretaria atua na promoção de direitos humanos, equidade e justiça social, e reconhece nas expressões culturais um espaço legítimo de reivindicação e visibilidade para grupos historicamente marginalizados.
O Bando Anunciador, nesse sentido, transcende o campo do entretenimento, tornando-se um espaço de disputa simbólica e afirmação de um projeto de sociedade baseado na pluralidade, no respeito aos direitos fundamentais e na justiça distributiva.
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