O presidente Donald Trump declarou, na última terça-feira (29/07/2025), que pretende retirar os Estados Unidos do conflito entre Rússia e Ucrânia, classificando a guerra como responsabilidade direta do ex-presidente, Joe Biden. Em pronunciamento a repórteres na Casa Branca, Trump afirmou que sua administração está empenhada em encerrar a participação norte-americana na crise.
“Esta é uma guerra de Biden, não minha. Estou aqui para nos tirar dela”, declarou Trump. Ele também destacou que sua equipe está “trabalhando muito duro” para conduzir os Estados Unidos fora do cenário bélico, reiterando que “parou muitas guerras” durante sua gestão e que está tentando fazer o mesmo neste caso.
Durante o mesmo pronunciamento, Trump estabeleceu um novo prazo de dez dias para a consolidação de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. Segundo ele, caso não haja avanços até o final do período, sua administração aplicará tarifas secundárias contra os parceiros comerciais da Rússia, como forma de pressão diplomática.
A declaração ocorre em meio a uma escalada das tensões globais, marcada pela crescente militarização de ambos os lados. No último domingo (03/08/2025), durante a parada militar do Dia da Vitória em Moscou, a Rússia exibiu seus sistemas de mísseis balísticos intercontinentais Yars, o que foi interpretado por analistas como um sinal de fortalecimento estratégico diante das incertezas no leste europeu.
Especialistas apontam que a corrida armamentista entre Rússia e EUA está diretamente ligada ao desfecho do conflito na Ucrânia. De acordo com analistas russos citados pela mídia estatal, a manutenção ou dissolução da guerra impactará significativamente as decisões de defesa de ambas as potências.
A proposta de Trump representa um distanciamento da atual política externa da Casa Branca, que desde o início do conflito, em fevereiro de 2022, tem promovido apoio militar e financeiro à Ucrânia, além de sanções econômicas contra a Rússia.
O novo posicionamento poderá influenciar o cenário eleitoral nos Estados Unidos, especialmente entre os eleitores que demonstram preocupação com os impactos econômicos e estratégicos da guerra.
*Com informações da Sputnik News.









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