Espanha retoma liderança no ranking mundial feminino da FIFA; Brasil perde posições e Bangladesh surpreende com salto histórico

Espanha supera EUA e volta ao topo do futebol feminino mundial.
Jogadoras da seleção da Espanha celebram a conquista da liderança do ranking feminino da FIFA, durante partida da Euro Feminina 2025, em Londres, Inglaterra, em julho de 2025. O novo ranking foi divulgado nesta quinta-feira (07/08/2025) pela entidade máxima do futebol.

A seleção feminina da Espanha reconquistou a primeira colocação no Ranking Mundial Feminino da FIFA/Coca-Cola, conforme atualização divulgada nesta quinta-feira (07/08/2025). A ascensão espanhola é resultado direto do desempenho sólido na UEFA Women’s EURO 2025, em que La Roja venceu cinco partidas consecutivas e chegou à final do torneio, superando a liderança das norte-americanas, que ocupavam o primeiro lugar desde agosto de 2024.

O novo ranking reflete intensas movimentações provocadas pelas competições continentais realizadas nos últimos dois meses. A França, por exemplo, registrou o maior avanço no top 10, subindo quatro posições e alcançando o 6º lugar, após uma campanha forte na fase de grupos da Euro, apesar da eliminação para a Alemanha nas quartas de final.

Já o Brasil, mesmo com a conquista de seu nono título sul-americano, perdeu três posições, ocupando agora a 7ª colocação. A Seleção Brasileira teve desempenho irregular no torneio: empatou duas vezes contra a Colômbia, inclusive na final, vencida nos pênaltis, e foi derrotada pela França em amistoso preparatório.

Destaques da Ásia e Oceania: Bangladesh, Vanuatu e Ilhas Salomão em ascensão

Bangladesh protagoniza maior salto da história recente do ranking

Com uma ascensão de 24 posições e um acréscimo de 80,51 pontos, a seleção feminina de Bangladesh foi a protagonista da nova atualização. O feito se deve à surpreendente classificação para a fase final das eliminatórias da AFC para a Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™, após vitórias expressivas contra Mianmar, Bahrein e Turcomenistão.

Oceania também registra movimentações relevantes

A ausência da Nova Zelândia na disputa da Copa das Nações Feminina da OFC permitiu que as Ilhas Salomão assumissem o protagonismo regional. A equipe subiu 13 posições, alcançando o 73º lugar, o melhor de sua história. Vanuatu também avançou significativamente, ganhando 19 posições e atingindo a 100ª colocação.

Seleções em alta e queda: cenário global revela dinâmicas regionais

Equipes que alcançaram novas marcas históricas

Dez seleções alcançaram seus melhores rankings até hoje, incluindo Polônia (26º), Haiti (49º) e Arábia Saudita (164º). O crescimento dessas equipes aponta para uma tendência de maior equilíbrio no futebol feminino internacional, com seleções fora do eixo tradicional ganhando protagonismo.

Principais quedas no ranking

Na contramão das ascensões, as maiores quedas foram registradas por Fiji, com perda de 69,96 pontos, e Mongólia, que caiu 22 posições, reflexo de desempenho negativo nas competições regionais ou da ausência em disputas relevantes.

Panorama geral: número de jogos, estabilidade e próximos passos

No total, foram registradas 196 partidas oficiais entre seleções femininas desde a última atualização do ranking, com Colômbia e Marrocos disputando o maior número de jogos: oito cada uma. Nenhuma equipe entrou ou saiu do top 10, mantendo a estabilidade nas posições superiores, apesar das mudanças internas.

A próxima edição do Ranking Mundial Feminino da FIFA/Coca-Cola está programada para 11 de dezembro de 2025, e deve considerar o impacto das eliminatórias para a Copa do Mundo Feminina de 2027 e dos torneios amistosos do segundo semestre.

Evolução técnica, disputas geopolíticas e o papel das federações

A nova edição do ranking feminino da FIFA evidencia uma redistribuição gradual do protagonismo mundial no futebol feminino, com destaque para o fortalecimento de seleções fora do eixo europeu-americano. O crescimento de equipes como Bangladesh, Ilhas Salomão e Vanuatu sugere maior eficácia dos investimentos locais e apoio federativo. Por outro lado, a queda do Brasil — mesmo sendo campeão sul-americano — aponta para desafios de desempenho competitivo diante de seleções de primeiro nível, como França e Alemanha. A combinação entre resultados de campo e calendário de jogos mostra que o ranking é sensível não apenas à qualidade técnica, mas também à participação estratégica em torneios de alta pontuação.


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