Na retomada dos trabalhos legislativos, a prioridade para o grupo de oposição na Câmara dos Deputados é a votação do Projeto de Lei 2858/22, que propõe anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Já a base do governo defende que o foco deve ser a defesa da soberania nacional diante do aumento das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.
Oposição destaca projeto de anistia como prioridade
Em entrevista ao Painel Eletrônico da Rádio Câmara nesta segunda-feira (04/08/2025), o deputado Sanderson (PL-RS), vice-líder da oposição, afirmou que a votação do projeto de anistia deve estar no centro da agenda legislativa. Ele atribuiu à Câmara e ao Senado o papel de liderar uma resposta política à crise causada pelo aumento das tarifas comerciais norte-americanas sobre produtos brasileiros.
Sanderson avaliou que o governo federal e o Supremo Tribunal Federal (STF) não têm apresentado soluções eficazes para a crise. Segundo ele, as sanções econômicas dos EUA têm caráter político e estariam vinculadas a divergências entre os presidentes dos dois países.
Além da anistia, o deputado indicou outras prioridades para votação, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, o Orçamento de 2026 (LOA), a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC 18/25) e a proposta para o fim do foro privilegiado (PEC 333/17).
Base do governo prioriza defesa da soberania nacional
Por sua vez, o deputado Bohn Gass (PT-RS), vice-líder do governo no Congresso, também em entrevista ao Painel Eletrônico da Rádio Câmara (04/08/2025), posicionou-se contra a votação do projeto de anistia neste momento. Ele classificou o pedido de anistia como contrário aos interesses da população e afirmou que a prioridade do Legislativo no segundo semestre deve ser a defesa da soberania nacional.
Bohn Gass destacou a necessidade de enfrentar tanto pressões externas, como o aumento das tarifas comerciais dos Estados Unidos, quanto internas, representadas por grupos que apoiam o tarifaço e que, segundo ele, podem prejudicar a economia brasileira.
O parlamentar defendeu, porém, a aprovação da LDO, do LOA de 2026, da PEC 18/25 e de projetos relacionados à justiça tributária, como o Projeto de Lei 1087/25, que prevê isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.
*Com informações da Agência Câmara de Notícias.
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