A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira a Operação Registro Frágil, destinada a aprofundar investigações sobre um esquema criminoso envolvendo funcionários terceirizados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) em fraudes para obtenção ilícita de indenizações. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 219 mil em um período de aproximadamente 12 meses.
Segundo a PF, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juízo da 17ª Vara Criminal da Seção Judiciária da Bahia, todos em Salvador. O objetivo é reunir provas sobre a atuação dos suspeitos e identificar outros possíveis envolvidos.
As investigações apontam que o grupo utilizava mecanismos internos e acesso privilegiado a sistemas para registrar falsas ocorrências de extravio ou avaria em encomendas, acionando pagamentos de indenizações indevidas a beneficiários previamente definidos. A fraude teria sido viabilizada pela manipulação irregular de registros postais e pela participação direta de empregados terceirizados, que detinham acesso aos processos de compensação financeira.
Continuidade das apurações
A Polícia Federal informou que a apuração não se limita aos suspeitos já identificados, devendo prosseguir para investigar fatos conexos e possíveis ramificações do esquema. O inquérito também busca esclarecer se houve participação de servidores efetivos e de agentes externos que pudessem se beneficiar da fraude.
Caso sejam condenados pelos crimes apurados, os investigados poderão enfrentar penas que, somadas, ultrapassam 10 anos de reclusão.







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