O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, na terça-feira (12/08/2025), que o Brasil apresentará na COP30, marcada para novembro em Belém (PA), uma proposta de criação de tarifa para países ricos com o objetivo de financiar medidas de combate às mudanças climáticas. Em entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo, da Band News, Lula afirmou que a iniciativa pretende reforçar o princípio da justiça ambiental.
Dívida climática e responsabilidade internacional
Segundo o presidente, as nações desenvolvidas possuem uma dívida superior a US$ 1,3 trilhão por ano em razão de impactos ambientais. Lula disse que pretende ouvir de líderes mundiais se reconhecem a gravidade do aquecimento global e reforçou que já há efeitos em curso, como eventos climáticos extremos.
Inclusão da educação ambiental
O chefe do Executivo informou que pretende incluir educação ambiental no currículo escolar para estimular práticas como a coleta seletiva desde a infância. Ele argumentou que o aprendizado de crianças pode influenciar hábitos familiares. Lula citou exemplos de fenômenos atípicos, como neve na Arábia Saudita e chuvas em áreas desérticas, associando-os à ação humana.
Conselho para exploração mineral
Lula anunciou a criação de um conselho subordinado à Presidência da República para discutir a exploração mineral no Brasil. A medida visa garantir que acordos internacionais incluam a produção em território nacional. O presidente criticou o modelo atual de exportação de minério de ferro bruto e posterior importação de produtos industrializados. Ele afirmou que apenas 30% do território nacional foi mapeado e que pretende realizar um levantamento completo para direcionar políticas de desenvolvimento.
Amazônia e preservação ambiental
O presidente também destacou que 30 milhões de pessoas vivem na Amazônia e defendeu a soberania brasileira sobre a região. Lula afirmou que ações do governo resultaram na redução de 50% do desmatamento e reafirmou o compromisso de atingir desmatamento zero até 2030. Ele ressaltou que a preservação da floresta e de outros biomas como Pantanal, Caatinga e Cerrado está diretamente ligada à sobrevivência de comunidades tradicionais.
*Com informações da Agência Brasil.
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