Na terça-feira (23/09/2025), o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, lançou a nova versão do Sistema Nacional de Investigação Patrimonial e Recuperação de Ativos (Sniper). A plataforma, desenvolvida no âmbito do Programa Justiça 4.0, permite a realização de pesquisas patrimoniais integradas e o envio direto de pedidos judiciais de bloqueio e constrição de bens. O sistema está disponível para magistrados, servidores e servidores de todos os tribunais brasileiros integrados à Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ-Br) e ao Jus.br.
Integração de bases de dados
O Sniper agora possui integração ampliada com bases abertas e sigilosas, incluindo registros cartoriais. Entre as bases já conectadas estão RenaJud (veículos automotores), AnacJud (aviação civil), Sistema Nacional de Gestão de Bens (SNGB), SERP/ONR (imóveis) e SisbaJud (instituições financeiras). Segundo Dorotheo Barbosa Neto, juiz auxiliar da Presidência do CNJ, o sistema permite identificação rápida de vínculos e conexões relevantes em processos de execução, promovendo maior eficiência na recuperação de ativos.
Constrição direta de bens
A principal novidade da nova versão é a possibilidade de realizar bloqueio e constrição de bens diretamente na plataforma, sem a necessidade de procedimentos externos. A medida otimiza processos judiciais e fortalece a eficácia da Justiça na recuperação de ativos, especialmente em casos relacionados a corrupção e lavagem de dinheiro.
Parceria com o Pnud
O Programa Justiça 4.0, parceria do CNJ com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), busca modernizar o sistema de Justiça brasileiro. Para Andrea Bolzon, chefe da Unidade de Governança e Justiça para o Desenvolvimento do Pnud Brasil, o lançamento reforça o compromisso com instituições mais eficientes, alinhadas ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16 da Agenda 2030.
Expansão e objetivos do Justiça 4.0
Criado em 2020, o programa conta com o apoio do Conselho da Justiça Federal (CJF), STJ, TST, CSJT e TSE. A iniciativa visa desenvolver soluções tecnológicas para tornar os serviços judiciais mais eficientes, acessíveis e ágeis, beneficiando magistrados, servidores, advogados e a população em geral.
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