Fenaert critica ação do MPF contra Jovem Pan e alerta para riscos à liberdade de imprensa

Nesta terça-feira (16/09/2025), a Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (Fenaert) se manifestou oficialmente sobre a ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) que solicita a revogação da concessão da Rádio Jovem Pan. A entidade classificou o processo como uma medida de extrema gravidade para o setor de comunicação no Brasil.

Segundo a nota, a ação ultrapassa o campo jurídico e alcança princípios constitucionais como a liberdade de programação, o direito à informação e a pluralidade de vozes, considerados pela federação como pilares de qualquer democracia sólida.

Liberdade de imprensa em debate

A Fenaert ressalta que a retirada de uma outorga de radiodifusão é uma medida “extrema e desproporcional”, que comprometeria a segurança jurídica e abriria um precedente perigoso para todo o setor de comunicação social no país.

A entidade defende que o episódio não se restringe à disputa judicial envolvendo a Jovem Pan, mas que afeta o conjunto das regras de radiodifusão, trazendo riscos diretos à estabilidade e à previsibilidade do sistema de concessões públicas.

Setor de comunicação e segurança jurídica

De acordo com a federação, a eventual suspensão da concessão criaria insegurança para outras emissoras, que poderiam se tornar alvos de ações semelhantes com base em critérios pouco claros. A nota reforça que a manutenção de regras estáveis e transparentes é essencial para a atuação responsável e independente das empresas de comunicação.

Nesse sentido, a Fenaert reafirmou sua defesa incondicional da liberdade de imprensa, da diversidade de opiniões e da estabilidade regulatória do setor.

Restringir a liberdade de expressão

O posicionamento da Fenaert reflete uma preocupação institucional mais ampla: o impacto da ação do MPF sobre o equilíbrio entre regulação estatal e autonomia editorial. Ainda que casos específicos de abusos ou irregularidades devam ser analisados judicialmente, a utilização do instrumento de revogação de concessão como forma de sanção levanta questões sobre a proporcionalidade das medidas e a preservação do espaço democrático. A controvérsia reforça o debate recorrente sobre os limites da regulação da mídia em regimes democráticos e as formas de garantir pluralidade sem restringir a liberdade de expressão.

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