Neste domingo (07/09/2025), o Exército israelense bombardeou um prédio residencial na cidade de Gaza, resultando na morte de pelo menos uma pessoa, segundo a Defesa Civil palestina. O ataque ocorreu após ordem de evacuação do edifício Al-Rouya, localizado no sudoeste da cidade, que, de acordo com militares israelenses, seria utilizado pelo Hamas.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que 100 mil moradores já deixaram a região, onde vivem cerca de um milhão de pessoas. O governo israelense anunciou a ampliação das operações militares para tomar o controle da cidade, intensificando os combates na área, que é considerada o último grande reduto do grupo Hamas.
Operações militares e deslocamento de civis
No sábado (06/09/2025), o Exército destruiu outras duas torres residenciais e orientou os civis a se deslocarem para a zona humanitária de al-Mawassi, no sul do enclave. Segundo autoridades militares, a região está abastecida com alimentos e medicamentos para atender à população deslocada.
As forças israelenses afirmam controlar 40% da cidade de Gaza, após 23 meses de conflito iniciado pelo ataque do Hamas em 07/10/2023. A ofensiva terrestre e aérea foi intensificada nas últimas semanas, com objetivo de enfraquecer a estrutura militar do movimento.
Reações diplomáticas e medidas unilaterais
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou que o reconhecimento de um Estado palestino por países ocidentais pode levar Israel a anexar áreas da Cisjordânia ocupada. A declaração foi dada durante encontro em Jerusalém com o chanceler dinamarquês Lars Løkke Rasmussen.
O presidente francês Emmanuel Macron anunciou que a França apresentará a proposta de reconhecimento na Assembleia Geral da ONU em setembro, enquanto países como Canadá, Austrália e Bélgica já expressaram apoio à medida. O Reino Unido condicionou seu reconhecimento a um cessar-fogo em Gaza.
Posições regionais e internacionais
O rei Abdullah 2º da Jordânia reafirmou, em encontro em Abu Dhabi com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, que rejeita qualquer tentativa de anexação da Cisjordânia. Os dois líderes denunciaram que essas ações representam risco à soberania regional.
Nos Estados Unidos, o embaixador Mike Huckabee afirmou à BBC que a medida seria “desastrosa” e violaria os Acordos de Oslo. O secretário de Estado Marco Rubio alertou países europeus sobre possíveis represálias israelenses, incluindo novas anexações na Cisjordânia, e não condenou o mais recente plano de colonização aprovado em agosto.
*Com informações da RFI.











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