Na quinta-feira (28/08/2025), o Senado Federal promoveu sessão especial em homenagem à maçonaria, ressaltando seu papel na história e na vida política do Brasil. A solenidade foi requerida pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), que presidiu os trabalhos.
Segundo o parlamentar, a maçonaria esteve presente em momentos decisivos da trajetória nacional, desde a Independência em 1822 até a redemocratização no século XX. O Dia do Maçom, celebrado em 20 de agosto, remete a uma reunião realizada em 1822 nas Lojas “Comércio e Artes” e “União e Tranquilidade”, no Rio de Janeiro, onde Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a emancipação do país.
A maçonaria e a formação do Brasil
Participação histórica
Izalci Lucas destacou que personalidades como Dom Pedro II, José Bonifácio, Joaquim Nabuco e Duque de Caxias simbolizam a influência da maçonaria na vida política nacional. Para ele, a ordem sempre esteve associada a valores de família, pátria, combate à corrupção e defesa da liberdade.
“Nos momentos mais importantes da nossa história – como a Independência, a abolição da escravatura, a proclamação da República e a luta pela redemocratização — os maçons foram protagonistas desses feitos”, afirmou.
Valores e cidadania
O presidente da Confederação Maçônica do Brasil, Josué Paulo Fernandes, ressaltou que a instituição funciona como uma “escola de virtudes”, transmitindo valores éticos, sociais e democráticos. Ele lembrou que as lojas maçônicas se envolvem em campanhas de vacinação, doação de alimentos e ações em defesa da educação, reforçando o caráter cívico da entidade.
Para Fernandes, a maçonaria deve ser vista não apenas como espaço filosófico, mas também como núcleo de articulação política em defesa da democracia e da liberdade.
Declarações de representantes
O secretário-geral da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, Armando Assunção, enfatizou que a ordem se consolidou como defensora da liberdade, igualdade e fraternidade. Já o conselheiro federal do Grande Oriente do Brasil, Josiel Alcolumbre, irmão e suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendeu a pacificação do país por meio do diálogo.
“O Brasil não vai sair da crise com todo mundo querendo brigar. É hora de enfrentarmos ideias, e não armas, levando paz aos lugares onde pudermos atuar”, afirmou.
A sessão contou ainda com a presença do presidente da Assembleia Federal Legislativa do Grande Oriente do Brasil, Sidney Izidro, do grão-mestre-geral Ademir Cândido da Silva, do grão-mestre-geral adjunto Adalberto Aluízio Eyng, e de representantes de diversas lojas maçônicas.
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