O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se na terça-feira (09/09/2025) para discutir o futuro das operações de paz em um contexto global marcado por 61 conflitos ativos, o número mais elevado desde 1946. O encontro integra o processo de revisão do “Pacto para o Futuro”, no qual mais de 60 governos e organizações da sociedade civil enviaram propostas visando ajustar as estratégias das missões da ONU.
Papel das operações de paz e participação global
Atualmente, mais de 60 mil homens e mulheres de 115 países atuam em 11 missões de paz da ONU, combinando forças militares, policiais e civis. O subsecretário-geral para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, destacou que essas missões são um salva-vidas para milhões de pessoas, devendo ser adaptáveis e guiadas por estratégias políticas robustas, utilizando tecnologias digitais e inteligência artificial para avaliar dados e medir resultados.
Segundo Lacroix, além da proteção de civis, as operações devem promover responsabilização governamental, direitos humanos, agenda de mulheres, paz e segurança, e manter esforços contra exploração e abuso sexual, seguindo a política de tolerância zero do secretário-geral António Guterres.
Condições políticas para retirada das missões
O subsecretário-geral sublinhou que o objetivo final não é manter missões indefinidamente, mas criar condições políticas que permitam a retirada sem risco de reativação de conflitos. Para isso, defendeu apoio unificado e contínuo do Conselho de Segurança, com mandatos claros, engajamento político ativo e declarações de apoio.
Lacroix destacou ainda que os países devem pagar suas contribuições em dia, lembrando que a capacidade da ONU de proteger pessoas é medida pelo seu desempenho nas missões.
Novos riscos e prioridades das missões da ONU
Durante a reunião, a subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, alertou para a complexidade crescente dos conflitos, com maior internacionalização e proliferação de grupos armados não estatais que utilizam táticas terroristas.
DiCarlo apontou três prioridades para futuras missões políticas: focar em objetivos iniciais mais limitados, como travar a violência ou apoiar cessar-fogos frágeis; reforçar a coordenação com pessoal da ONU nos países; e desenvolver abordagens adaptadas a cada região, evitando modelos únicos que não funcionam globalmente. Ela enfatizou a necessidade de recuperar o foco político, priorizando as causas específicas de cada conflito e promovendo respostas multilaterais adequadas.
*Com informações da ONU News.
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