PP e União deixam Governo Lula para tentar herdar votos bolsonaristas, apontam especialistas

Saída dos partidos coincide com julgamento da trama golpista no STF e movimentações eleitorais para 2026.
Saída dos partidos coincide com julgamento da trama golpista no STF e movimentações eleitorais para 2026.

O Progressistas (PP) e o União Brasil (UB) oficializaram a saída do governo Lula nesta quinta-feira (04/09/2025), em um movimento que analistas políticos interpretam como uma tentativa de herdar os votos fieis do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão ocorreu no mesmo dia em que teve início o julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF).

Estratégia política e contexto eleitoral

O cientista político João Feres Júnior, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj), avalia que a saída da federação União-PP visa revitalizar o campo da direita diante da polarização entre PL e PT. Segundo ele, os partidos buscam se aproximar do bolsonarismo, já que Bolsonaro tem capacidade de mobilizar expressiva quantidade de votos.

Bancadas e influência legislativa

A Federação União-PP reúne 109 deputados na Câmara e 14 senadores (seis do União Brasil e oito do Progressistas), configurando a maior bancada da Casa. A cientista política Michelle Fernandez, professora da UnB, afirma que a decisão também antecede movimentações eleitorais para 2026, com parlamentares sendo orientados a se desvincular do governo para compor a oposição.

Impactos na Esplanada e expectativas do governo

Com a saída, os partidos cobraram que ministros indicados deixassem os cargos, incluindo Celso Sabino (Turismo, União) e André Fufuca (Esporte, PP). Por outro lado, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforçou que os que permanecerem devem apoiar a aprovação de pautas do governo no Congresso Nacional.

O “espólio bolsonarista” e projeto de anistia

Segundo João Feres, a movimentação também se relaciona à discussão sobre o projeto de anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado, visto como uma forma de revitalizar Bolsonaro e organizar o campo da direita. Michelle Fernandez acrescenta que ações de líderes como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) refletem a estratégia de herdar votos bolsonaristas e fortalecer candidaturas eleitorais em 2026.

*Com informações da Agência Brasil.


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