A Primeira Formação Política da Aldeia Tukun, realizada de quinta-feira a domingo (28 a 31/08/2025) no Território Indígena Tupinambá de Olivença, no sul da Bahia, reuniu lideranças indígenas, estudantes e representantes do Governo da Bahia em quatro dias de atividades voltadas à educação política, proteção de direitos humanos e preservação ambiental. O evento contou com o apoio da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e envolveu comunidades Tupinambá, Kariri Sapuyá e outras etnias da região.
Formação política e escuta ativa nas comunidades indígenas
A programação incluiu rodas de conversa, grupos de trabalho e atividades pedagógicas, abordando temas como educação, preservação ambiental, proteção e defesa de direitos humanos. O encontro proporcionou escuta ativa das demandas dos territórios e permitiu o mapeamento de ações prioritárias para promoção do bem-estar coletivo.
Lideranças Tupinambá de Olivença e de outras comunidades trouxeram à pauta questões históricas e atuais, reforçando a importância de encaminhamentos para órgãos de governo e instâncias do sistema de justiça. As atividades foram iniciadas com rituais de abertura celebrando a ancestralidade e a história dos povos Tupinambá, repetidos diariamente antes das atividades principais.
Participação de autoridades e reforço à proteção de direitos
O Cacique Ramon Tupinambá destacou que o encontro busca envolver juventude, educadores, mulheres, homens, anciões e crianças em diálogos sobre políticas de vida e autossustentabilidade, com ênfase na educação e construção de projetos comunitários.
O assessor técnico da SJDH, Maurício Reis, ressaltou o papel da Secretaria no combate a violações de direitos humanos, sobretudo em comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais, e reforçou a importância da escuta qualificada e da articulação junto ao Governo do Estado para encaminhamento de soluções. Atualmente, 144 defensores de direitos humanos são assistidos pelos Programas de Proteção da SJDH, sendo 51% indígenas.
Estudantes e professores fortalecem políticas de direitos
No segundo dia, aproximadamente 150 estudantes e professores de escolas indígenas, incluindo o Colégio Estadual Indígena Tupinambá de Olivença, participaram de atividades focadas na promoção de direitos e no fortalecimento do conhecimento político. A professora e cacique Jesuína Tupinambá afirmou que o evento proporciona compreensão prática da política e auxilia na garantia de direitos para alunos e comunidade.
No terceiro dia, a troca entre lideranças de diferentes territórios, representantes de organizações como Teia dos Povos e Universidade dos Povos, e do Governo do Estado continuou. Os grupos de trabalho abordaram temas como educação e território, preservação da Mata Atlântica, juventude e formação política, destacando demandas de água, energia, saneamento e infraestrutura, além de ações já implementadas, como o plantio de 20 mil mudas nativas em 2020.
Próximos passos e continuidade das ações
Foi anunciada a Assembleia da Juventude na Aldeia Tukun, prevista para novembro, com objetivo de dar continuidade ao diálogo e às ações iniciadas durante a formação, reforçando a autoproteção, autossustentabilidade e garantia de direitos das comunidades indígenas envolvidas.
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