O encontro, iniciado na segunda-feira (22) e com continuidade nesta terça-feira (23/09/2025), reúne mais de mil participantes entre gestores, professores, mantenedores, sindicatos, órgãos de controle, conselhos municipais, universidades e autoridades da Educação baiana. O tema central é “Diversidade no processo de ensinar e aprender”, com foco em inclusão e regulação do sistema estadual de ensino.
A secretária estadual da Educação, Rowenna Brito, destacou a relevância do diálogo com a rede privada. Segundo ela, a construção de uma escola inclusiva é tarefa fundamental do Estado.
“A nossa tarefa é fazer uma escola que consiga incluir os estudantes no mundo do trabalho, mas que respeite as diferenças. Não faz sentido uma educação que não seja capaz de sentir as dores da sociedade brasileira. Acreditamos no poder da educação como única ferramenta possível de transformar a vida das pessoas”, afirmou, representando o governador Jerônimo Rodrigues.
Papel regulador do CEE-BA
O presidente do Conselho Estadual de Educação, Roberto Gondim, enfatizou a função regulatória do órgão e a importância de manter diálogo efetivo com a rede privada.
Ele destacou que, além da função normativa, o CEE atua como uma “agência reguladora da Educação da Bahia”, responsável por operacionalizar as regras e acompanhar sua implementação. Entre os temas debatidos, estão:
- Regulamentação do uso de aparelhos eletrônicos nas escolas;
- Atualização da educação inclusiva no sistema estadual;
- Experiências e ações resultantes das discussões com escolas privadas.
Representatividade institucional
A mesa de abertura contou com a presença de representantes da União dos Dirigentes Municipais de Educação da Bahia (UNDIME-BA), da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME-BA), do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (SINPRO-BA) e do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino, fortalecendo a pluralidade de vozes no debate.
Aproximação
O evento evidencia uma tentativa de aproximação entre o setor público e a rede privada, em um contexto em que a regulação da educação enfrenta desafios crescentes, como a integração de novas tecnologias, a valorização da diversidade e a busca por equidade no acesso ao ensino. Contudo, permanece a questão sobre como essas deliberações se traduzirão em ações concretas de fiscalização e melhoria da qualidade educacional, sem restringir a autonomia das escolas privadas nem sobrecarregar o sistema público com exigências difíceis de aplicar.








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