Em vídeo publicado nas redes sociais na sexta-feira (29/08/2025), o senador Jaques Wagner (PT-BA) respondeu às críticas da oposição sobre a segurança pública na Bahia e defendeu o uso de tecnologia e inteligência como instrumentos centrais para o enfrentamento do crime organizado. O parlamentar afirmou que “não adianta ser siri na lata. O negócio é planejar, usar tecnologia e inteligência para vencer essa batalha”.
A fala ocorre após intensificação dos ataques da oposição ao governo Jerônimo Rodrigues (PT), que tem sido alvo de cobranças diante da escalada da violência no estado. Wagner acusou os adversários de fazer apenas barulho sem apresentar propostas concretas.
“É claro que existem problemas, pois a briga é pesada. Mas não será vencida com ‘mimimi’, e sim com investimento em inteligência e em tecnologia”, afirmou.
Integração de forças no combate ao crime
O senador destacou a cooperação entre os governos estadual e federal no combate ao crime organizado e ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele ressaltou que a estratégia se baseia em atingir o núcleo financeiro das facções: “O caminho é unir inteligências, Polícia Federal e Governo Federal, e ir para cima do crime naquilo que mais dói: no bolso. Quebrar a rede criminosa na operação financeira e na lavagem de dinheiro”.
Contexto da maior operação contra facções
As declarações de Wagner se referem à operação deflagrada na quinta-feira (28/08/2025), considerada a maior já registrada contra o crime organizado no Brasil. A ação envolveu dezenas de mandados judiciais, bloqueios de ativos e apreensões em diferentes estados, com foco no estrangulamento da estrutura financeira das organizações criminosas. A iniciativa foi coordenada pela Polícia Federal com apoio de órgãos estaduais.
Enfraquecimento financeiro das facções
As declarações de Jaques Wagner se inserem em um debate recorrente sobre a eficácia das políticas de segurança na Bahia. Embora o senador defenda o uso da inteligência e da cooperação federativa, a oposição explora a percepção de insegurança como ponto de desgaste político. O embate evidencia uma disputa narrativa: de um lado, a aposta no enfraquecimento financeiro das facções; de outro, o argumento de que a população ainda não percebe resultados concretos no cotidiano. A eficácia da estratégia dependerá da continuidade das operações e da transparência nos resultados apresentados.











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