Na madrugada de quinta-feira (11/09/2025), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, iniciou a Operação Independência 200, mobilizando tropas em 284 frentes de batalha pelo país, em resposta ao que classificou como uma ameaça imperial dos Estados Unidos no Caribe. O governo venezuelano destacou que a ação visa defender territórios, instalações estratégicas e recursos nacionais, sem divulgar o número exato de militares envolvidos.
Contexto da mobilização
Nas últimas semanas, os Estados Unidos enviaram oito navios ao sul do Caribe, alegando manobras para combater o tráfico internacional de drogas. Apesar de não haver anúncio oficial de ação contra a Venezuela, Maduro denunciou um “cerco” e afirmou que a Força Armada Nacional Bolivariana está ocupando posições estratégicas em terra, mar e ar para garantir a defesa do país.
Declarações de Maduro
Durante evento transmitido pela televisão, Maduro declarou: “Esses mares, essa terra, essas montanhas e riquezas pertencem ao povo da Venezuela, nunca pertencerão ao império americano”. Ele também ressaltou que a operação envolve a proteção de instalações petrolíferas, aeroportos, pontos de fronteira e serviços públicos, além da convocação da Milícia Bolivariana, composta por civis com treinamento militar.
Escalada com Estados Unidos
O confronto diplomático intensificou-se após forças norte-americanas destruírem um barco com um míssil, resultando na morte de 11 pessoas classificadas como ‘narcoterroristas’ pelo presidente Donald Trump, supostamente partindo da costa venezuelana. Em resposta, a Venezuela sobrevoou um dos navios americanos com um caça, enquanto Trump enviou reforços a Porto Rico e ameaçou derrubar qualquer ameaça.
Estratégia militar e postura venezuelana
Maduro afirmou que a operação será conduzida dentro do conceito de defesa integral da nação, com resistência ativa do povo e ofensiva permanente em todo o território. Segundo o governo, todas as forças da Força Armada Nacional Bolivariana estão em posições estratégicas, com capacidade de fogo mobilizada para proteger fronteiras, centros energéticos e civis.
Apelo ao diálogo
Apesar da escalada, Maduro adotou tom moderado e afirmou na semana anterior que buscaria diálogo internacional, destacando que a Venezuela “não agride ninguém, mas não aceita ameaças de agressão”. A mobilização militar ocorre em paralelo à pressão externa e à presença americana na região, mantendo alerta máximo sobre possíveis confrontos no Caribe.
*Com informações da RFI.
Share this:
- Click to print (Opens in new window) Print
- Click to email a link to a friend (Opens in new window) Email
- Click to share on X (Opens in new window) X
- Click to share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn
- Click to share on Facebook (Opens in new window) Facebook
- Click to share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp
- Click to share on Telegram (Opens in new window) Telegram
Relacionado
Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)
Subscribe to get the latest posts sent to your email.




