Ataques aos gasodutos Nord Stream: Explosões e disputas internacionais por responsabilidade

Incidente de 2022 danificou infraestrutura energética russa na Europa e gerou investigações envolvendo EUA, Reino Unido e Ucrânia.
Incidente de 2022 danificou infraestrutura energética russa na Europa e gerou investigações envolvendo EUA, Reino Unido e Ucrânia.

Em 26 de setembro de 2022, três dos quatro dutos dos gasodutos Nord Stream e Nord Stream 2, localizados sob o mar Báltico, foram danificados por explosões, provocando quatro vazamentos de gás. O incidente, ocorrido na zona econômica exclusiva da Dinamarca, interrompeu o fornecimento de gás russo à Europa, gerando debates sobre responsabilidade internacional e investigações de terrorismo contra infraestrutura energética estratégica.

Características dos gasodutos

O Nord Stream possui 1.224 km e o Nord Stream 2, 1.200 km, ambos conectando a Rússia à Europa. Cada gasoduto é formado por duas linhas com capacidade anual de 55 bilhões de metros cúbicos, totalizando 110 bilhões de metros cúbicos. O investimento combinado do projeto é de € 7,4 bilhões (R$ 44,4 bilhões).

Histórico da construção

A construção do Nord Stream começou em 2010, com entregas comerciais iniciadas em 2012, interrompidas em agosto de 2022 devido a falhas identificadas pela Gazprom. O Nord Stream 2 foi concluído em setembro de 2021, mas não entrou em operação por suspensão de certificação na Alemanha.

Disputa geopolítica e oposição ocidental

O ex-secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, criticou o Nord Stream 2 em 2018, apontando riscos à segurança energética europeia. Ex-presidentes Donald Trump e Joe Biden também se manifestaram sobre o projeto, com ameaças de bloqueio e sanções. O governo alemão, sob Angela Merkel, apoiou a iniciativa.

Explosões de 2022

As explosões ocorreram a 80 metros de profundidade, registradas por sismólogos suecos. Dinamarca, Suécia e Alemanha investigaram o caso, apontando para possível desvio intencional. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que a Marinha britânica teria participado do planejamento, e relatos da mídia internacional sugerem envolvimento dos EUA e CIA, além de alegações de conexão ucraniana não confirmadas.

Investigação internacional

A Rússia solicitou repetidamente investigação internacional, classificando versões exclusivas da Ucrânia como insustentáveis. Em 2025, Sergei Kuznetsov, cidadão ucraniano, foi identificado como coordenador da colocação dos dispositivos explosivos e aguarda extradição para Alemanha. A Alemanha mantém investigação em curso.

Declarações de Vladimir Putin

Em entrevista a Tucker Carlson, em fevereiro de 2024, Putin atribuiu responsabilidade direta à CIA, reforçando a posição russa de que EUA e aliados, incluindo Reino Unido, estão por trás das explosões, enquanto descartou que Ucrânia tenha sido a única responsável.

*Com informações da Sputnik News.


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