Bahia consolida liderança agrícola no Nordeste com sete municípios entre os 50 maiores do Brasil, segundo IBGE

São Desidério, Formosa do Rio Preto, Barreiras, Correntina, Luís Eduardo Magalhães, Juazeiro e Riachão das Neves impulsionam a força do agronegócio baiano.

A Bahia consolidou-se como uma das principais potências do agronegócio brasileiro, com sete municípios entre os 50 maiores produtores agrícolas do país, de acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2023, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os municípios de São Desidério, Formosa do Rio Preto, Barreiras, Correntina, Luís Eduardo Magalhães, Juazeiro e Riachão das Neves somaram R$ 23,17 bilhões em valor de produção, garantindo ao estado a segunda posição nacional e a liderança absoluta do Nordeste.

Políticas públicas e tecnologia impulsionam resultados

O secretário de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), Pablo Barrozo, destacou que os números refletem o esforço conjunto entre produtores e governo estadual.

“Temos investido fortemente em tecnologia, infraestrutura, assistência técnica e políticas públicas que chegam efetivamente ao produtor. A meta é seguir avançando, com o setor produtivo e o governo lado a lado, para que a Bahia continue sendo destaque e referência no agronegócio brasileiro”, afirmou Barrozo.

Os investimentos em irrigação, mecanização e inovação tecnológica, aliados à integração logística e à ampliação das rotas de exportação, têm garantido o crescimento sustentável do setor, principalmente no Oeste e Norte do estado, regiões estratégicas na produção de grãos, fibras e frutas.

Oeste baiano domina o ranking nacional

Entre os municípios baianos, São Desidério lidera com destaque, alcançando a segunda posição nacional, com R$ 6,64 bilhões em valor de produção agrícola, impulsionado sobretudo pela soja, que responde por mais da metade do total (R$ 3,7 bilhões).

Na mesma região, Formosa do Rio Preto ocupa a 7ª posição nacional, com R$ 4,89 bilhões; Barreiras aparece em 18º lugar, com R$ 3,05 bilhões; Correntina, em 27º, com R$ 2,42 bilhões; Luís Eduardo Magalhães, em 28º, com R$ 2,4 bilhões; e Riachão das Neves, em 50º, com R$ 1,79 bilhão.

A produção regional é dominada por grãos e algodão, com destaque para soja, milho e fibras de alta qualidade, exportadas para diversos mercados internacionais. A região consolidou-se como um dos principais polos do agronegócio de larga escala no Brasil, com forte presença de empresas agrícolas e cooperativas de produtores.

Juazeiro e o protagonismo da fruticultura irrigada

No Norte do estado, Juazeiro figura na 41ª posição nacional, com R$ 1,98 bilhão em valor de produção, resultado da força da fruticultura irrigada. O município é reconhecido como referência nacional na produção e exportação de manga e uva, com tecnologia de irrigação de ponta e mão de obra qualificada.

O polo Petrolina–Juazeiro tem se destacado também pela diversificação de culturas, com crescente produção de banana, goiaba e limão, voltada tanto ao mercado interno quanto à exportação para a Europa e os Estados Unidos.

Estrutura produtiva e desafios

Os resultados reforçam a importância estratégica da Bahia na segurança alimentar e na pauta de exportações do Brasil, especialmente em um cenário global de reorganização de cadeias produtivas. Contudo, o avanço do agronegócio baiano impõe novos desafios, como a sustentabilidade ambiental, a infraestrutura logística defasada em algumas rotas e a dependência de commodities sujeitas à volatilidade do mercado internacional.

Além disso, há desigualdade regional dentro do próprio estado: enquanto o Oeste e o Norte colhem os frutos de uma agricultura empresarial avançada, o Semiárido ainda enfrenta limitações técnicas e climáticas que restringem o desenvolvimento de pequenos e médios produtores.

O equilíbrio entre expansão econômica, preservação ambiental e inclusão social rural será determinante para o futuro do campo baiano na próxima década.

Principias dados

1. Contexto Geral

  • Tema: Desempenho agrícola da Bahia no ranking nacional do IBGE (PAM 2023).
  • Fonte: Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) – IBGE.
  • Abrangência: Ranking das 50 maiores cidades produtoras agrícolas do Brasil.
  • Resultado principal: Bahia tem sete municípios entre os 50 maiores do país.
  • Valor total de produção: R$ 23,17 bilhões.
  • Posição da Bahia: 2º lugar nacional e 1º lugar no Nordeste.

2. Municípios baianos no ranking

Município Região Posição Nacional Valor de Produção Principais Culturas
São Desidério Oeste R$ 6,64 bilhões Soja, milho, algodão
Formosa do Rio Preto Oeste R$ 4,89 bilhões Soja, milho
Barreiras Oeste 18º R$ 3,05 bilhões Grãos, algodão
Correntina Oeste 27º R$ 2,42 bilhões Soja, milho
Luís Eduardo Magalhães Oeste 28º R$ 2,40 bilhões Soja, milho, algodão
Juazeiro Norte 41º R$ 1,98 bilhão Manga, uva, frutas irrigadas
Riachão das Neves Oeste 50º R$ 1,79 bilhão Soja, milho

3. Fatores que explicam o desempenho

  • Políticas públicas: Investimentos estaduais em tecnologia, irrigação, infraestrutura e assistência técnica.
  • Gestão pública: Ações da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri).
  • Liderança institucional: Secretário Pablo Barrozo, destacando cooperação entre governo e produtores.
  • Base produtiva: Grãos, fibras (algodão) e frutas irrigadas de exportação.
  • Integração logística: Ampliação de rotas de escoamento e portos voltados à exportação.

4. Relevância regional e nacional

  • Bahia é o maior polo agrícola do Nordeste.
  • O Oeste baiano concentra a maior produção de grãos do estado.
  • Juazeiro, no Norte, é referência em fruticultura irrigada e exportação para Europa e EUA.
  • Contribuição expressiva à balança comercial brasileira.

5. Desafios e perspectivas

  • Desafios ambientais: Sustentabilidade e manejo responsável da água e do solo.
  • Infraestrutura: Gargalos logísticos nas rodovias e ferrovias.
  • Dependência de commodities: Vulnerabilidade a oscilações internacionais.
  • Desigualdade regional: Semiárido baiano ainda com baixa produtividade.
  • Perspectiva: Equilibrar crescimento econômico, preservação ambiental e inclusão social rural.

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