Na manhã desta segunda-feira (13/10/2025), o Hamas libertou 20 reféns israelenses mantidos na Faixa de Gaza desde o ataque de 7 de outubro de 2023, que resultou na captura de 251 pessoas. Os prisioneiros foram entregues em dois grupos ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e repassados às forças de segurança israelenses.
A primeira liberação ocorreu por volta das 11h locais e reuniu familiares e apoiadores na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, que acompanharam o momento ao som da música Habayta (“em casa”, em hebraico). Segundo o Fórum das Famílias, associação de parentes de reféns, vídeos de chamadas de familiares mostraram a emoção de Matan Zangauker, Nimrod Cohen, e Ariel e David Cunio, que passaram 738 dias em cativeiro.
Plano de troca de prisioneiros e mediação internacional
A libertação dos reféns vivos faz parte do plano proposto pelo presidente Donald Trump, que prevê a troca por 250 prisioneiros palestinos e 1.700 detidos em Gaza desde 2023. Segundo autoridades israelenses, os corpos dos reféns mortos não foram entregues nesta segunda-feira, mas um organismo internacional auxiliará na localização.
O presidente americano visitou Israel e discursará na Knesset, enquanto o Hamas prepara a entrega de sete líderes palestinos detidos. A cúpula de Sharm el-Sheikh, no Egito, reunirá líderes de mais de 20 países, incluindo o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sissi, Trump e representantes da ONU, França, Reino Unido, Itália, Espanha e Turquia, com o objetivo de garantir o cessar-fogo e tratar da governança de Gaza.
Reações internacionais e ajuda humanitária
O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que o acordo possibilita paz para Israel, Gaza e a região, enquanto a União Europeia, representada por Ursula von der Leyen e Kaja Kallas, comprometeu-se a apoiar a reconstrução e a retomar a missão de monitoramento em Rafah.
Caminhões com alimentos e medicamentos começaram a entrar em Gaza, mas relatos indicam saqueamento de algumas cargas. Moradores como Mohammed Za’rab destacaram a necessidade de distribuição segura da ajuda humanitária. Milhares de palestinos deslocados retornaram às áreas destruídas, incluindo Khan Yunis e al-Rimal, onde grande parte das casas e prédios foram reduzidos a escombros.
Segurança e destruição de túneis do Hamas
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou que o Exército destruirá os túneis do Hamas usados pelo braço armado do movimento. A ação será realizada com supervisão internacional e integra o processo de desmilitarização do Hamas, previsto no plano de Trump.
O Hamas mantém o direito de resistir à ocupação, mas aceitou trégua de longo prazo, incluindo restrições ao uso de armas durante o cessar-fogo. A libertação dos reféns é condicionada à soltura dos prisioneiros palestinos em Israel, garantindo uma primeira etapa do acordo de paz.
*Com informações da RFI.










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