O Escritório de Direitos Humanos da ONU saudou a decisão do Comitê do Prêmio Nobel da Paz de conceder a distinção de 2025 à ativista venezuelana María Corina Machado. A política, impedida de concorrer às eleições presidenciais de 2024, foi reconhecida pelo seu trabalho contínuo na promoção dos direitos democráticos e civis.
O comitê ressaltou o “trabalho incansável” da vencedora em defesa da democracia e das liberdades civis, destacando sua atuação mesmo diante de ameaças e restrições políticas. María Corina, de 58 anos, permanece no país apesar das pressões, mantendo atividades de oposição e defesa dos direitos civis.
Reação da ONU e aspirações do povo venezuelano
O porta-voz do Escritório de Direitos Humanos, Thameen Al-Kheetan, afirmou que o prêmio “reflete as claras aspirações do povo venezuelano por eleições livres e justas, direitos civis e políticos e pelo Estado de direito”.
Machado agradeceu a honraria, afirmando que se trata da “conquista de toda uma sociedade”. Em janeiro, ela foi detida durante um comício da oposição, mas libertada rapidamente após pressão internacional.
Investigações sobre abusos e detenções políticas
Peritos independentes que se reportam ao Conselho de Direitos Humanos da ONU solicitaram ao governo venezuelano que interrompesse práticas de detenção seletiva de opositores, classificadas como incomunicáveis ou desaparecimentos forçados. Caso confirmadas, tais ações constituiriam graves violações de direitos humanos e potenciais crimes internacionais.
O Alto Comissário de Direitos Humanos, Volker Turk, também manifestou preocupações sobre abusos no país, incluindo o uso desproporcional de força durante protestos pós-eleitorais de dezembro de 2024, que resultaram em 28 mortes, envolvendo inclusive indivíduos armados pró-governo.
Restrições ao trabalho da ONU na Venezuela
Em julho de 2025, a Assembleia Nacional da Venezuela declarou o Alto Comissário Volker Turk e a equipe do Escritório de Direitos Humanos como persona non grata, limitando as ações da ONU no país. A medida dificultou a investigação de violações de direitos humanos e monitoramento de opositores políticos.
*Com informações da ONU News.








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