O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira (23/10/2025) que disputará um quarto mandato presidencial nas eleições de 2026. Durante visita oficial à Indonésia, Lula anunciou acordos bilaterais nas áreas de petróleo, gás, eletricidade, tecnologia, mineração e agricultura e criticou a postura dos Estados Unidos em relação a tarifas sobre produtos brasileiros.
Candidatura e declaração de energia política
Em encontro com o presidente indonésio, Prabowo Subianto, Lula afirmou estar com a mesma disposição de quando tinha 30 anos e declarou estar preparado para continuar governando.
“Vou disputar um quarto mandato no Brasil. Por isso lhe digo isso, porque ainda vamos nos encontrar muitas vezes”, disse.
O presidente ressaltou que só será candidato se estiver em plena condição física, reforçando compromisso com transparência eleitoral.
Além de anunciar a candidatura, Lula mencionou a oposição à extrema direita e enfatizou que seu objetivo é vencer as eleições, não apenas disputar. Pesquisas de intenção de voto atuais indicam que Lula lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno.
Relações comerciais e acordos bilaterais
Durante a visita a Jacarta, Lula participou da assinatura de acordos comerciais e tecnológicos com a Indonésia, quarto país mais populoso do mundo e novo integrante do grupo BRICS. O comércio bilateral entre Brasil e Indonésia atingiu US$ 4,3 bilhões entre janeiro e agosto de 2025, segundo dados da Agência de Estatísticas da Indonésia.
O presidente indonésio destacou o interesse em estabelecer um acordo de livre comércio entre a Indonésia e o Mercosul, grupo que inclui Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia e Uruguai. Os dois países também se comprometeram a atuar juntos no combate à crise climática, considerando suas grandes florestas tropicais e produção de biocombustíveis.
Crítica às tarifas dos EUA
Lula criticou o protecionismo comercial dos Estados Unidos, em referência a tarifas de até 50% impostas a produtos brasileiros durante a gestão de Donald Trump. Segundo o presidente, medidas desse tipo são “inaceitáveis” e demonstram unilateralismo em detrimento do multilateralismo. O discurso reforçou a defesa do livre comércio e a busca por acordos que não gerem conflitos comerciais internacionais.
O presidente brasileiro ainda mencionou que a viagem ao sudeste asiático inclui participação na cúpula da Asean, na Malásia, onde estão sendo articulados encontros com autoridades americanas para retomar o diálogo bilateral.
Comércio Brasil-Indonésia e integração econômica
Lula questionou o baixo volume comercial entre os dois países, que somou cerca de US$ 6 bilhões, destacando a necessidade de expansão das trocas econômicas. Subianto reforçou o compromisso em ampliar o comércio e alinhar políticas com o Mercosul, além de mencionar acordos recentes com outros países da América Latina, como o Peru.
O fortalecimento dos laços econômicos ocorre em paralelo à integração da Indonésia no grupo BRICS, consolidando a relação estratégica com o Brasil e potencializando investimentos conjuntos em setores como energia e tecnologia.
*Com informações da RFI.
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