PROCON de Feira de Santana terá fiscalização reforçada para bebidas alcoólicas adulteradas; Vereadores analisam projeto

Projeto de lei propõe sanções, responsabilização de fornecedores e critérios técnicos de fiscalização após casos de contaminação por metanol.
Projeto de lei propõe sanções, responsabilização de fornecedores e critérios técnicos de fiscalização após casos de contaminação por metanol.

O Procon de Feira de Santana foi orientado a atuar de forma rigorosa na fiscalização e penalização de comerciantes que vendem bebidas alcoólicas adulteradas, informou nesta terça-feira (07/10/2025) o vereador Marcos Lima (União Brasil). A iniciativa ocorre após a apresentação de um projeto de lei, protocolado no Legislativo no dia anterior, que estabelece infrações, sanções e responsabilidades para fornecedores e comerciantes, incluindo critérios técnicos para a fiscalização e valores de multas.

De acordo com Marcos Lima, a proposta tem como objetivo punir tanto fabricantes quanto comerciantes que comercializam bebidas contendo metanol ou substâncias equivalentes, em conformidade com a legislação federal e estadual vigente. O vereador destacou que consumidores esperam segurança e procedência nos produtos vendidos, e que o projeto busca inibir práticas de lucro com risco à vida.

Repercussão entre vereadores

O vereador Galeguinho SPA (UB) afirmou que a adulteração é um problema recorrente na cidade e declarou apoio ao projeto, ressaltando que comerciantes recebem ofertas de bebidas a preços abaixo do mercado, possivelmente adulteradas.

O petista Ivamberg Lima reforçou a necessidade de responsabilização de comerciantes, citando o risco à vida dos consumidores. Eli Ribeiro (Republicanos) classificou a prática como ganância, enquanto Jurandy Carvalho (PSDB) alertou para a venda de bebidas não certificadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), especialmente na zona rural.

Objetivos e mecanismos do projeto

O projeto prevê:

  • Sanções administrativas para comercialização de bebidas adulteradas;

  • Responsabilidade solidária de fornecedores;

  • Definição de critérios técnicos de fiscalização;

  • Valores específicos de multas e penalidades, com destinação dos recursos à saúde pública;

  • Instrumentos de controle e inspeção, garantindo segurança aos consumidores e conformidade legal.

O documento também estabelece que a fiscalização deve ser conduzida de acordo com procedimentos laboratoriais e análise técnica, assegurando contraditório e ampla defesa aos autuados, com comunicação a órgãos estaduais e federais competentes.


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