O deputado estadual Marcelino Galo (PT) criticou nesta quinta-feira (09/10/2025) a bancada baiana do União Brasil na Câmara dos Deputados por votar contra o projeto do governo federal que prevê compensar a redução da alíquota do IOF com o aumento da taxação sobre as Bets (apostas digitais) e o fim da isenção sobre investimentos em LCI e LCA. Segundo o parlamentar, a posição do grupo liderado por ACM Neto “favorece os mais ricos e mantém privilégios em detrimento da população”.
Críticas à bancada baiana do União Brasil
“Em nova votação na Câmara Federal, a turma de ACM Neto ficou mais uma vez contra o povo. Dessa vez, a bancada baiana do União Brasil foi contrária à destinação de mais recursos públicos aos que mais precisam. Em vez de apoiar a necessária distribuição de renda num Brasil tão desigual, protegeu Bets e ricos”, afirmou Galo.
O deputado ressaltou que o voto unânime da bancada demonstra alinhamento político com setores privilegiados. “Vice-presidente do União Brasil, ACM Neto mais uma vez usa o silêncio para lavar as mãos e depois dizer que não foi consultado. Mas o fato é que a posição do partido dele novamente revela que o ex-prefeito de Salvador é a favor dos mais ricos e de uma política de concentração de riquezas”, completou.
Referências à gestão municipal de Salvador
Marcelino Galo também citou a passagem de ACM Neto pela Prefeitura de Salvador como exemplo de sua política de concentração de renda. “Os dados do IBGE mostram que a capital baiana empobreceu e aumentou a desigualdade durante sua gestão. Até hoje, seu sucessor Bruno Reis tenta abafar essa realidade, gastando recursos públicos em festas, enquanto nenhuma creche é construída para os filhos das famílias que mais precisam”, declarou o parlamentar.
Conflito entre visões
A declaração de Galo insere-se no contexto de disputa política nacional entre o governo federal e a oposição liberal, em torno da reforma tributária sobre apostas digitais e investimentos financeiros. O embate revela o conflito entre duas visões econômicas: uma voltada à redistribuição de renda e outra à manutenção de incentivos fiscais. A crítica do deputado também reflete a polarização política na Bahia, onde a figura de ACM Neto continua a simbolizar o núcleo oposicionista ao projeto petista no estado.











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