O Almirante de Esquadra Alvaro Luiz Pinto, ex-comandante do 2º Distrito Naval e ex-ministro do Superior Tribunal Militar (STM), morreu às 8 horas, desta terça-feira (25/11/2025), aos 80 anos, no Hospital Naval Marcilio Dias, na cidade do Rio de Janeiro. A morte gerou manifestações de pesar de autoridades civis, militares e instituições baianas. Membro da Irmandade do Bonfim, o oficial foi homenageado pelo desembargador Baltazar Miranda Saraiva e pela CODEBA, que destacaram sua contribuição à vida pública, seu vínculo afetivo com a Bahia e seu papel na preservação da memória cívica estadual. A Marinha do Brasil, por meio do comando do 2º Distrito Naval, também prestou homenagem póstuma ao Almirante, ressaltando seu legado institucional e seu histórico de serviços prestados ao País.
Trajetória marcada pelo serviço à Marinha e à Bahia
A carreira do Almirante Alvaro Luiz Pinto foi construída com rigor institucional e respeito às tradições. À frente do 2º Distrito Naval, comandou com competência, reforçando a presença da Marinha na costa baiana e articulando ações entre as Forças Armadas, autoridades civis e o setor portuário. Durante o período em Salvador, desenvolveu relação de profunda identificação com a história local, a religiosidade e os valores culturais da Bahia.
O Comando do 2º Distrito Naval registrou oficialmente que o Almirante “cultivou uma relação de afeto e respeito com a Bahia e seu povo”, consolidando laços que transcenderam sua gestão militar e o acompanharam por toda a vida .
Depois de sua atuação no comando naval, Alvaro Luiz Pinto ascendeu ao cargo de ministro do Superior Tribunal Militar, onde continuou a servir ao país de forma íntegra e altiva, mantendo o espírito público que marcou sua trajetória.
Honrarias e reconhecimento público
Seu profundo vínculo com o estado rendeu homenagens expressivas. Recebeu os títulos de Cidadão Baiano e Cidadão Soteropolitano, distinções concedidas pelo reconhecimento à sua presença constante na vida institucional e cultural da Bahia. Também foi agraciado com a Comenda 2 de Julho, a maior honraria estadual, símbolo da luta pela independência e da memória cívica baiana.
Essas homenagens traduzem o caráter de continuidade histórica e a deferência que a Bahia reserva àqueles que contribuem para a preservação das tradições e para o fortalecimento da identidade regional.
Homenagens públicas e manifestações de pesar
O falecimento provocou manifestações imediatas. O desembargador Baltazar Miranda Saraiva, do Tribunal de Justiça da Bahia, amigo próximo e irmão na Irmandade do Bonfim, destacou a postura ética do Almirante, sua presença assídua nas ações de caridade, fraternidade e oração na Basílica Santuário do Bonfim, e sua adesão às tradições religiosas que atravessam gerações na cultura baiana.
A Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA) também lamentou a perda, ressaltando sua atuação decisiva na articulação entre a Marinha e o setor portuário, sobretudo no fortalecimento das políticas de segurança marítima e na modernização do ambiente portuário.
As manifestações convergem no reconhecimento de que o Almirante exerceu papel singular na construção de pontes institucionais, expandindo o diálogo entre Marinha, Judiciário, comunidade civil e entidades religiosas.
Legado institucional e relevância histórica
O legado do Almirante Alvaro Luiz Pinto permanece associado à ideia de serviço público e ao respeito à continuidade das instituições. Seu comando no 2º Distrito Naval consolidou projetos que aproximaram a Marinha da sociedade baiana, em iniciativas voltadas à educação, à segurança marítima e à preservação da memória histórica.
Dentro da Irmandade do Bonfim, sua presença reforçava a tradição de aproximação entre autoridades civis e religiosas, contribuindo para a perpetuação de valores que expressam o caráter identitário da Bahia.
A própria Marinha destacou, em nota oficial, que seu nome ficará preservado “na memória da Marinha e, de forma especial, no coração da Bahia, que o acolheu como um dos seus” — síntese que consolida o significado de sua trajetória para o Estado e para as Forças Armadas.
Cerimônias fúnebres
De acordo com o Comando do 2º Distrito Naval, o velório será realizado nesta quarta-feira (26/11), a partir das 13h, na Capela F do Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Rio de Janeiro. O sepultamento ocorrerá às 15h .











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