O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve a prisão preventiva decretada neste sábado (22/11/2025) no âmbito das investigações sobre os atos golpistas que culminaram nos ataques às instituições brasileiras. Após a decisão judicial, o deputado estadual Robinson Almeida (PT-BA) afirmou que o cumprimento da ordem representa a reafirmação de que “ninguém está acima da lei” no sistema jurídico nacional.
Segundo o parlamentar, a medida reforça o compromisso do país com o Estado Democrático de Direito, diante da gravidade das articulações investigadas pela Polícia Federal. “Jair Bolsonaro já foi condenado e está preso, e isso reforça que ninguém está acima da lei. A prisão dele e de outros envolvidos nos atos golpistas é justa e necessária para defender a democracia”, declarou o deputado.
Defesa do Estado de Direito
Robinson Almeida enfatizou que as instituições precisam responder com firmeza a iniciativas que busquem fragilizar o ordenamento constitucional. O deputado destacou que a responsabilização jurídica de envolvidos nas ações antidemocráticas é indispensável para preservar a estabilidade institucional e evitar a repetição de ataques semelhantes.
Ele também destacou que o processo em curso no STF e nas instâncias de investigação deve seguir com rigor técnico, resguardando direitos, mas sem abdicar da aplicação efetiva da lei.
Rejeição à anistia de investigados e condenados
Em sua declaração, Robinson foi categórico ao rejeitar qualquer possibilidade de anistia a envolvidos nos atos golpistas. Para o parlamentar, iniciativas políticas que busquem perdoar crimes dessa natureza enfraqueceriam as bases democráticas.
“Não pode haver anistia para golpistas — perdoar ataques contra o Estado de Direito significaria fragilidade institucional. A lei precisa ser aplicada com rigor, sem privilégios. A democracia só se fortalece quando quem ataca as instituições é responsabilizado”, afirmou.
Repercussão política e institucional
A decisão que levou à prisão de Bolsonaro ocorre em meio ao avanço das apurações sobre a tentativa de ruptura institucional e das ações coordenadas para influenciar setores militares, mobilizar apoiadores e desestabilizar o funcionamento dos Poderes. O caso tem provocado forte impacto político, dividindo lideranças partidárias e reacendendo debates sobre os limites da atuação institucional diante de crimes contra a democracia.
Até o início da noite deste sábado, aliados do ex-presidente evitaram comentários públicos mais contundentes, enquanto partidos da base governista reforçaram a defesa da responsabilização penal de todos os envolvidos.
Democracia, responsabilização e o risco do revisionismo institucional
A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro representa, do ponto de vista histórico, um movimento de reafirmação do poder civil e das instituições democráticas diante de projetos que testam os limites da ordem constitucional. A responsabilização penal de lideranças políticas não é algo desejado em democracias maduras, mas torna-se necessária quando há evidências de atentados contra as regras do jogo democrático.
Ao mesmo tempo, o debate sobre anistia revela o risco de um possível revisionismo institucional. Perdoar crimes que buscam derrubar a própria democracia já se mostrou, em outros períodos da história brasileira, uma escolha que comprometeu a estabilidade e reforçou ciclos de impunidade. O posicionamento de Robinson Almeida insere-se nesse contexto mais amplo: a defesa de que a democracia exige memória, responsabilização e transparência, não concessões políticas que fragilizem a lei.
Leia +
O que diz o ministro do STF Alexandre de Moraes ao decretar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro
O que diz o ministro do STF Alexandre de Moraes ao decretar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro











Deixe um comentário