A ativista brasileira Clara Charf, viúva do guerrilheiro Carlos Marighella, faleceu nesta segunda-feira (03/11/2025), aos 100 anos, de causas naturais. Ela estava hospitalizada e intubada nos últimos dias, conforme informou a Associação Mulheres Pela Paz, da qual era fundadora e presidenta. A organização destacou que Clara deixa um legado de lutas pelos direitos humanos e equidade de gênero.
Vida política e engajamento
Clara Charf iniciou sua participação política ainda aos 16 anos, integrando o Partido Comunista Brasileiro. Em 1947, casou-se com Carlos Marighella, líder político perseguido e morto pela ditadura militar. Durante o regime, Clara também foi presa e sofreu perseguições, enfrentando restrições à sua liberdade de atuação política.
Na década de 1940, Clara trabalhou como comissária de bordo, conciliando sua carreira profissional com o engajamento político. Após a morte de Marighella, ela foi para o exílio em Cuba, permanecendo fora do país por cerca de dez anos antes de retornar ao Brasil em 1979, durante o período de anistia.
Retorno ao Brasil e ativismo
Após o retorno, Clara Charf intensificou sua atuação em prol da defesa dos direitos das mulheres, liberdade política e direitos humanos, consolidando sua influência em movimentos sociais e organizações civis. A Associação Mulheres Pela Paz ressaltou que sua trajetória se caracterizou por resiliência e compromisso com causas sociais, especialmente aquelas voltadas para equidade de gênero.
Durante sua vida, Clara também contribuiu para a preservação da memória histórica da resistência à ditadura militar, participando de eventos, palestras e publicações que abordavam a luta política e os desafios enfrentados pelo país durante o regime.
Reconhecimento e legado
A Associação Mulheres Pela Paz publicou nota oficial afirmando que Clara Charf “foi do tamanho dos seus 100 anos” e que sua vida permanece registrada no aprendizado de todos que tiveram contato com sua trajetória. A entidade reforçou que Clara deixa um legado duradouro na defesa dos direitos humanos e da equidade de gênero no Brasil.
*Com informações da Agência Brasil.
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