Brasil e Moçambique firmam 9 acordos e ampliam cooperação em desenvolvimento, saúde, educação e comércio bilateral

Brasil e Moçambique assinaram nove atos de cooperação nesta segunda-feira (24/11/2025), durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Maputo. Os acordos abrangem desenvolvimento, saúde, educação, empreendedorismo, promoção comercial, aviação civil, diplomacia, assistência jurídica e serviços agroflorestais, com foco no fortalecimento institucional moçambicano. A iniciativa ocorre no contexto das comemorações dos 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países.

Em declaração conjunta, Lula afirmou que pretende recuperar a capacidade do BNDES de financiar empresas brasileiras no exterior, destacando que esse tipo de operação pode apoiar projetos de infraestrutura em nações parceiras, entre elas Moçambique. O presidente também reforçou a intenção de ampliar a cooperação técnica brasileira em áreas estratégicas.

A comitiva brasileira chegou ao país africano no domingo (24/11/2025), após participação na Cúpula de Líderes do G20 em Joanesburgo. A agenda inclui encontros políticos, reuniões de trabalho e participação em fórum empresarial.

Expansão da cooperação bilateral

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro retomou, a partir de (2023), a prioridade nas relações com países africanos, intensificando visitas oficiais e ampliando projetos conjuntos. Moçambique é o principal beneficiário da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) no continente, com 67 iniciativas formais desde (2015).

Os acordos assinados reforçam setores que já vinham recebendo apoio brasileiro, como saúde, formação profissional, agricultura e governança institucional. Os projetos incluem consultorias, capacitações, intercâmbio de especialistas e oferta de serviços técnicos por órgãos públicos e entidades de pesquisa.

Lula reiterou que cooperação em infraestrutura, energia e segurança alimentar seguirá como eixo central da política externa voltada ao continente africano. O governo brasileiro avalia que as parcerias têm potencial para fortalecer cadeias produtivas e ampliar oportunidades comerciais.

Comércio e investimentos

Brasil e Moçambique buscam ampliar o comércio bilateral e facilitar a entrada de novos investimentos. Um fórum empresarial reuniu representantes dos dois países para discutir oportunidades em agronegócio, indústria, saúde e inovação. Lula participa do encerramento do encontro ainda nesta segunda-feira.

O intercâmbio comercial somou US$ 40,5 milhões em (2024), com exportações brasileiras de US$ 37,8 milhões e importações de US$ 2,7 milhões. O Brasil exporta principalmente carnes de aves e produtos industriais, enquanto a pauta de importados é concentrada em tabaco.

O governo brasileiro avalia que, apesar do fluxo moderado, o comércio com países africanos faz parte de um projeto estratégico que alia desenvolvimento, educação e fortalecimento institucional. A produção de medicamentos e insumos de saúde em Moçambique é um dos temas destacados pela comitiva.

Formação profissional e novos projetos

O Ministério da Educação e a ABC oferecerão, a partir de (2026), até 80 vagas para formação em ciências agrárias e 400 vagas para curso técnico em agropecuária. A Embrapa participará com treinamentos voltados à produtividade agrícola, com foco em tecnologias de cultivo adaptadas ao clima e ao solo do país africano.

Segundo Lula, o Brasil também trabalha para incluir Moçambique na etapa de implementação acelerada da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa voltada à segurança alimentar. O governo brasileiro ainda citou possibilidades de cooperação em preservação florestal, transição energética e indústria cultural.

A agenda incluiu discussões sobre combate ao crime organizado, com oferta de colaboração da Polícia Federal em rastreamento de ativos ilícitos e investigações financeiras. O presidente Daniel Chapo destacou o potencial das parcerias para ampliar capacidades governamentais.

Além das reuniões de trabalho, Lula receberá o título de doutor honoris causa pela Universidade Pedagógica de Maputo como parte da programação oficial.

*Com informações da Agência Brasil.


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