A liquidação extrajudicial do Banco Master, acompanhada da prisão de seu controlador Daniel Vorcaro na terça-feira (18/11/2025), no âmbito da Operação Compliance Zero, se tornou o epicentro de uma crise que abala o sistema financeiro, expõe fragilidades regulatórias, compromete fundos de aposentadoria de milhares de servidores públicos e repercute no núcleo político do Distrito Federal.
A Polícia Federal e o Banco Central identificaram operações fraudulentas de longa duração, envolvendo carteiras de crédito inexistentes vendidas ao BRB, investimentos milionários em empresas de fachada, manipulação contábil, uso intensivo da garantia do FGC e indícios de articulação política em órgãos públicos e regimes próprios de previdência. O escândalo, que já movimenta cifras superiores a R$ 12 bilhões, ultrapassa fronteiras financeiras e assume contornos institucionais e eleitorais amplos.
A decisão judicial: por que o juiz considerou o caso uma “ameaça sistêmica”
A decisão do juiz federal Ricardo Leite descreve o esquema do Banco Master como um dos mais sofisticados já analisados pela 10ª Vara Federal. O magistrado afirma que o grupo comandado por Daniel Vorcaro desenvolveu uma estrutura de engenharia financeira sustentada em:
- documentos falsificados,
- empresas fictícias,
- balanços inflados artificialmente,
- ativos inexistentes apresentados como lastro,
- transferências internas para ocultar origem e destino dos recursos,
- uso de consultorias externas para dar aparência de legalidade.
O juiz destaca que o conjunto de práticas não se trata de improviso, mas de um sistema concebido para parecer legítimo, operando dentro de brechas regulatórias e explorando simultaneamente falhas de fiscalização.
A decisão usa termos incomuns em decisões financeiras: “engenhoso e audacioso”, “risco sistêmico concreto”, “revide estatal necessário”. Para o magistrado, permitir que os investigados permanecessem soltos equivaleria a “dar continuidade à erosão silenciosa do sistema financeiro nacional”.
A tentativa de deixar o país e o cerco da PF
A prisão ocorreu no momento em que Vorcaro se preparava para embarcar em uma aeronave executiva. A defesa afirmou que o destino final seria Dubai, com escala em Malta para abastecimento. A PF, porém, identificou:
- rota incompatível com o trajeto lógico,
- ausência de justificativa profissional,
- pressa incomum nos preparativos,
- modificação recente no plano de voo.
A interpretação dos investigadores foi direta: os indícios apontavam para tentativa de fuga diante do aprofundamento da Operação Compliance Zero.
A ascensão veloz do Banco Master: do antigo Máxima ao império de alto risco
O Banco Master nasceu da reestruturação do antigo Banco Máxima, instituição que já enfrentava investigações no âmbito da Operação Fundo Fake, envolvendo desvios em fundos de previdência municipais. Quando Daniel Vorcaro assumiu o comando — primeiro parcial, depois integral — o banco passou por uma transformação radical.
Entre 2017 e 2024, o Master:
- multiplicou a carteira de crédito por cinco,
- investiu em marketing nacional,
- reposicionou a sede na Faria Lima,
- expandiu agressivamente produtos com garantias do FGC,
- aproximou-se de fundos de pensão e regimes próprios de previdência.
A instituição deixou de ser um banco médio para se tornar uma peça visível do mercado financeiro, ainda que com alicerces frágeis, segundo as autoridades.
A engenharia das empresas de fachada: investimentos incompatíveis e lastros fictícios
As investigações revelam que parte central da estratégia de expansão do Master consistia em adquirir participações e injetar capital em empresas sem capacidade real de geração de receita. O caso paradigmático é o da clínica em Contagem (MG):
- Receita anual: R$ 54 mil.
- Aporte do Master: R$ 361 milhões.
- Estrutura societária: controlada por uma laranja.
- Capacidade operacional: inexistente.
A CVM concluiu que esses investimentos tinham como finalidade criar ativos artificiais, dando aparência de robustez ao balanço.
Outras empresas, algumas recém-criadas, também receberam aportes milionários e foram usadas como lastros de operações internas.
Trata-se de um padrão semelhante ao identificado em escândalos internacionais, onde conglomerados utilizam empresas vinculadas para dissimular riscos e concentrar perdas longe do escrutínio regulatório.
A mega-operação das carteiras fictícias vendidas ao BRB
O episódio que precipitou a liquidação extrajudicial foi a descoberta de que o Banco Master vendeu ao BRB carteiras de crédito consignado inexistentes, apresentadas como ativos performados e de baixa inadimplência.
A fraude envolvia:
- “contratos” de crédito que não existiam;
- documentos simulados para apresentação ao Banco Central;
- sistemas internos que geravam relatórios artificiais;
- funcionários instruídos a responder auditorias com informações divergentes.
A soma chegou a R$ 12,2 bilhões, valor suficiente para colocar o sistema financeiro regional em alerta máximo.
A revelação derrubou a cúpula do BRB, incluindo o afastamento de Paulo Henrique Costa, e abriu nova frente de investigação sobre governança, compliance e participação de integrantes da instituição pública.
O anúncio do Grupo Fictor: a tentativa de evitar o colapso
Às vésperas da intervenção, o Grupo Fictor divulgou interesse em adquirir o Banco Master com aporte de “investidores do Oriente Médio”. O BC avaliou que o anúncio:
- carecia de lastro financeiro;
- tinha sinais de divulgação estratégica para influenciar o mercado;
- poderia retardar medidas de supervisão;
- mencionava investidores sem registro firme no Brasil.
A liquidação extrajudicial ocorreu horas depois, por decisão unânime da diretoria colegiada do Banco Central.
Fundos de pensão: como servidores públicos foram expostos a risco extremo
A crise ganhou dimensão nacional quando o BC divulgou que fundos de previdência de servidores haviam investido R$ 1,8 bilhão em letras financeiras do Master, produtos não cobertos pelo FGC.
Entre os maiores expostos:
- Rioprevidência (RJ) — R$ 970 milhões
- Amprev (AP) — R$ 400 milhões
- Maceió Previdência — R$ 97 milhões
- São Roque Previdência — R$ 93 milhões
O fato de fundos públicos terem adquirido produtos de risco elevado acendeu alertas sobre:
- falhas de governança;
- influência externa indevida;
- fragilidade de modelos de decisão;
- ausência de diligência ativa.
O caso Rioprevidência e o embate com o TCE-RJ
O Tribunal de Contas do Rio afirmou que o órgão gestor havia sido alertado sobre o risco crescente dos papéis do Master. O Rioprevidência rebateu:
- dizendo que investiu R$ 960 milhões, e não R$ 1 bilhão;
- garantindo adimplência dos títulos;
- afirmando seguir normas do Ministério da Previdência;
- insistindo que jamais usou fundos geridos pelo Master Corretora.
O instituto busca converter os títulos em precatórios federais, solução vista como extraordinária e dependente de forte articulação jurídica.
A influência política: aproximações, consultorias e redes de interesse
As investigações revelam que o Master mantinha interlocução ativa com diversos atores políticos, entre eles integrantes do Centrão, consultores econômicos ligados a ex-ministros da Fazenda e autoridades ligadas ao governo do Distrito Federal.
Embora ainda não haja imputações formais por tráfico de influência, o juiz determinou a análise completa de celulares e computadores apreendidos, o que deve destravar mais uma etapa do caso.
Ao longo de sua expansão, o Master buscou legitimidade política e institucional:
- contratou consultorias de ex-integrantes do governo federal;
- aproximou-se de lideranças legislativas;
- participou de eventos públicos e privados estratégicos;
- ampliou participação em fundos e operações com entes governamentais.
O impacto no Distrito Federal e a crise política de Ibaneis Rocha
O governador Ibaneis Rocha, defensor público da compra do Master pelo BRB, agora enfrenta desgaste político significativo. A oposição discute a abertura de CPI para investigar:
- a tentativa de aquisição;
- as carteiras fictícias;
- a atuação da diretoria do BRB;
- eventuais pressões políticas.
A crise atinge ainda a base bolsonarista, interferindo diretamente nas articulações envolvendo Michelle Bolsonaro, Celina Leão e Bia Kicis.
O papel do FGC: entre proteção ao investidor e estímulo ao risco
O Banco Master ampliou seu alcance com a emissão agressiva de CDBs com taxas acima do mercado, atraindo milhares de investidores confiantes na proteção do FGC. Essa estratégia permitiu crescimento acelerado, sustentando liquidez artificial e mascarando pontualmente fragilidades internas.
O FGC informou possuir R$ 122 bilhões em caixa e prevê desembolsar R$ 41 bilhões, configurando o maior pagamento de sua história — número que por si só revela a magnitude da crise.
Empresas privadas atingidas: os efeitos colaterais da implosão
Além do setor público, empresas privadas também estão entre as prejudicadas:
- Emae — R$ 140 milhões em CDBs do grupo;
- Oncoclínicas — tenta recuperar ações de Vorcaro para compensar perdas estimadas em R$ 433 milhões.
O episódio acende alerta no setor corporativo sobre riscos de concentração em produtos aparentemente seguros.
A defesa e a construção da narrativa jurídica
A equipe jurídica de Vorcaro contesta todas as acusações. Sustenta que:
- não houve tentativa de fuga;
- as operações eram regulares e auditáveis;
- bloqueios patrimoniais são suficientes;
- documentos eram legítimos;
- a liquidação foi precipitada.
A defesa mantém o pedido de permanência na carceragem da PF por segurança pessoal.
O que o Caso do Banco Master revela sobre o sistema financeiro e o poder político
A crise do Banco Master não foi um evento repentino: foi o resultado acumulado de anos de gestão agressiva, supervisão insuficiente, influência institucional, produtos de alto risco vendidos como seguros e operações contábeis opacas que escaparam ao radar por tempo demais.
O episódio evidencia um descompasso entre:
- a velocidade da inovação financeira,
- a capacidade de fiscalização,
- e a permeabilidade política de determinados setores.
A liquidação do Master expõe uma verdade incômoda: o sistema financeiro brasileiro, embora robusto em grandes instituições, ainda é vulnerável à ação de conglomerados médios com estratégias arriscadas e articulações discretas com entes públicos.
O escândalo do Banco Master escancara uma conjunção de fatores que se repetem na história financeira recente do país:
- Supervisão tardia e fragmentada
As evidências de desequilíbrio entre ativos e passivos, de emissão de títulos sem lastro e de dependência exagerada do FGC estavam presentes muito antes da liquidação. Questiona-se por que BC, FGC e agentes de mercado não reagiram mais cedo, permitindo que a exposição de fundos de pensão, do BRB e de investidores de varejo atingisse níveis tão elevados. - Uso político de instituições financeiras públicas
O envolvimento do BRB, banco controlado pelo Distrito Federal, e a acusação de que seus executivos aderiram conscientemente ao esquema, sugerem uma cultura em que bancos públicos podem ser mobilizados para operar no limite do risco, sustentando parceiros privados e reconfigurando o jogo político regional. - Exploração de brechas do FGC e assimetria de informação
O modelo de negócios do Master se apoiava justamente na confiança do investidor de varejo na garantia de até R$ 250 mil por CPF, ao mesmo tempo em que alocava risco concentrado em fundos de pensão e companhias. Isso evidencia uma assimetria de proteção: o pequeno investidor é coberto, mas o erário e os regimes previdenciários ficam mais expostos. - Captura política e lobby sofisticado
As relações com figuras de peso no Executivo e no Legislativo, aliadas à contratação de consultores influentes, indicam tentativa deliberada de influenciar decisões regulatórias, operações de bancos públicos e alocação de recursos previdenciários. A fronteira entre lobby legítimo e captura do Estado aparece, mais uma vez, perigosamente borrada.
Se bem investigado e julgado, o Caso Master pode se tornar um marco regulatório e institucional, forçando revisões no desenho do FGC, nas regras de transparência para operações estruturadas, na governança de bancos públicos e na fiscalização de investimentos de fundos de pensão. Se for tratado apenas como mais um escândalo episódico, a mensagem transmitida será a de que fraudes sofisticadas, quando ancoradas em redes de poder, ainda encontram espaço para prosperar.
Linha do Tempo do Caso Banco Master–BRB (2010–2025)
2010 – 2017 | Operação Fundo Fake e o passado problemático do Banco Máxima
Ao longo desses anos, o então Banco Máxima aparece em investigações federais ligadas à Operação Fundo Fake, que apurava aplicações suspeitas de fundos de previdência municipais em títulos de risco e estruturas pouco transparentes. O período estabelece o pano de fundo de uma instituição com histórico de operações agressivas, ambiente que mais tarde permitirá a ascensão do Banco Master.
15 de agosto de 2017 | Daniel Vorcaro assume o controle do Banco Máxima
Daniel Vorcaro adquire o controle do Máxima e inicia sua reestruturação. Nasce o núcleo decisório que, anos depois, será apontado como comando da engenharia fraudulenta envolvendo carteiras fictícias, empresas de fachada e distorções contábeis de larga escala.
10 de março de 2021 | Rebranding: Máxima se torna Banco Master
O banco muda oficialmente o nome para Banco Master, transfere sua sede para um edifício de prestígio na Avenida Faria Lima (SP) e lança a estratégia de crescimento baseada em:
- CDBs com taxas acima do mercado, ancorados no FGC
- massiva captação de varejo
- marketing agressivo e narrativa de “banco moderno e ousado”
O crescimento rápido esconde fragilidades estruturais abaladas posteriormente pela investigação.
2021–2023 | Entrada massiva em fundos de pensão e RPPS
Com mudanças regulatórias no mercado bancário, o Master migra para o segmento de RPPS estaduais e municipais, oferecendo letras financeiras sem cobertura do FGC.
A captação se expande, e o banco passa a movimentar centenas de milhões com entidades públicas.
O risco se desloca do investidor individual para o erário e para o sistema previdenciário de estados e municípios.
2022–2024 | Período das fraudes estruturadas: empresas de fachada e carteiras fictícias
Neste intervalo, consolida-se a arquitetura do esquema:
- aporte de R$ 361 milhões em uma pequena clínica de Contagem (MG), cuja receita anual anterior era de apenas R$ 54 mil
- uso de empresas controladas por laranjas para emissão de títulos
- construção de carteiras de crédito consignado inexistentes, supostamente lastreadas em contratos fantasmas
- manipulações contábeis apresentadas ao Banco Central como se fossem operações legítimas
Nasce, aqui, o núcleo da Operação Compliance Zero.
28 de março de 2025 | BRB anuncia intenção de comprar 49% do Banco Master
O Banco de Brasília (BRB) tornou pública, em 28 de março de 2025, uma operação estimada em R$ 2 bilhões para adquirir 49% do Banco Master, numa iniciativa defendida politicamente pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, como um movimento estratégico de expansão da instituição estatal.
Na mesma data, o Banco Central (BC) recebeu o dossiê formal com o pedido de autorização para a operação. A autarquia iniciou a análise técnica dos documentos, etapa que, por protocolo regulatório, se estenderia por vários meses. Logo nas primeiras avaliações, porém, técnicos do BC identificaram inconsistências relevantes nos ativos apresentados pelo Master, especialmente nas carteiras de crédito utilizadas para sustentar a viabilidade financeira do negócio.
Paralelamente ao processo regulatório, o BRB passou a adquirir e refinanciar carteiras de crédito originadas pelo Master, prática que ampliou a exposição da instituição pública a um conjunto de operações posteriormente classificadas como temerárias.
A operação societária foi formalmente rejeitada pelo Banco Central em setembro de 2025, após a conclusão da análise que apontou riscos estruturais e dúvidas sobre a qualidade real dos ativos envolvidos.
Em decisões judiciais subsequentes, ficou estabelecido que parte significativa das carteiras apresentadas pelo Master era artificial, construída de forma a inflar resultados e ocultar inadimplências. A Justiça concluiu que o BRB, ao absorver e refinanciar tais carteiras, assumiu um risco institucional sem precedentes, expondo recursos públicos a operações de alto potencial de fraude.
Agosto de 2024 e novembro de 2025 | Avanço das investigações regulatórias
O Banco Central, a CVM, o MPF e a PF aprofundam análises e detectam:
- títulos sem lastro
- manipulação contábil
- operações incompatíveis com a capacidade real das empresas emissoras
- possível conivência de executivos do BRB
- ocultação de informações em documentos enviados ao BC
A preparação para medidas judiciais se intensifica.
17 de novembro de 2025 | Grupo Fictor anuncia intenção de compra do Master
Em movimento emergencial, o Master tenta viabilizar sua sobrevivência anunciando venda para o Grupo Fictor, com promessa de aporte de R$ 3 bilhões.
A operação dura menos de 24 horas: a pressão regulatória e as evidências acumuladas tornam a transação insustentável.
17 de novembro de 2025, às 22h15 | Prisão de Daniel Vorcaro no Aeroporto de Guarulhos
Vorcaro é preso ao tentar embarcar em jatinho particular avaliado em cerca de R$ 200 milhões.
A PF afirma que o destino final era Malta, com escalas técnicas; a defesa diz que a viagem era para “negócios no Oriente Médio”.
A prisão simboliza o colapso público da estrutura que vinha sendo investigada.
18 de novembro de 2025 | Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Master
O BC liquida oficialmente o Master, classificando o caso como um dos maiores colapsos bancários da década.
O FGC é acionado para montar o maior ressarcimento da história, estimado entre R$ 41 bilhões e R$ 50 bilhões.
18 de novembro de 2025 | Deflagração da Operação Compliance Zero
A Polícia Federal realiza:
- 7 prisões, incluindo executivos do grupo
- 25 mandados de busca em DF, RJ, SP, MG e BA
- bloqueio de R$ 12,2 bilhões em bens ligados ao conglomerado
O foco é a fabricação de carteiras consignadas falsas e a venda irregular ao BRB.
18 de novembro de 2025 | Afastamento de executivos do BRB e congelamento de bens
O Judiciário afasta:
- o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa
- o diretor financeiro, Dario Garcia Júnior
São congelados cerca de R$ 12,2 bilhões do grupo Master e empresas relacionadas.
18 de novembro de 2025 | Divulgada a exposição de RPPS: R$ 1,8 bilhão em risco
Vem a público que 18 fundos de previdência possuem perdas potenciais severas:
- Rioprevidência (RJ): R$ 970 milhões
- Amprev (AP): R$ 400 milhões
- Maceió Previdência: R$ 97 milhões
RPPS municipais menores somam quase R$ 500 milhões.
26 de fevereiro de 2025 | Embate institucional no Rio: TCE-RJ x Rioprevidência
O TCE-RJ acusa o Rioprevidência de ter aplicado até 25% do patrimônio em fundos expostos ao Master.
A autarquia contesta, afirmando ter investido R$ 960 milhões, todos “enquadrados”.
O choque expõe problemas crônicos de governança previdenciária no Brasil.
18 de novembro de 2025 | Crise política explode no Distrito Federal
O caso atinge a estrutura do governo do DF:
- oposição fala em CPI do BRB
- desgaste recai diretamente sobre Ibaneis Rocha, defensor da compra do Master
- tensões se ampliam no bloco bolsonarista com impactos na montagem de chapas para 2026
O caso deixa de ser apenas bancário e torna-se crise institucional e política.
19 de novembro de 2025 | FGC prepara maior ressarcimento da história
O FGC anuncia operação inédita:
- até 1,6 milhão de investidores serão pagos
- dispêndio estimado em R$ 41 a 50 bilhões
- início dos pagamentos previsto para 48 horas após lista definitiva do BC
É o maior evento de proteção ao investidor do sistema financeiro brasileiro.
19 de novembro de 2025 | Defesa de Vorcaro intensifica ofensiva jurídica
A defesa apresenta pedido de habeas corpus, negando fuga e alegando:
- bloqueio amplo de bens
- ausência de risco à investigação
- excesso na prisão preventiva
- fragilidade na tese de comando criminoso
A estratégia é buscar reversão da prisão e reclassificação das imputações.
Em 20 de novembro de 2025, Justiça Federal nega HC e matem prisão de Daniel Bueno Vorcaro.
Novembro de 2025 em diante | Desdobramentos em aberto
Permanece em curso:
- apuração do lobby político exercido por assessores, lobistas e agentes públicos
- investigação sobre responsabilidade de executivos do BRB
- auditoria das decisões dos fundos de pensão
- discussões sobre reforma do FGC, supervisão do BC e governança previdenciária
O caso Master se consolida como marco histórico sobre risco sistêmico, captura do Estado e fragilidades de supervisão no Brasil.
*Com informações da Polícia Federal, Veja, UOL, Folha de S.Paulo, Metrópoles. Estadão e Agência Brasil.











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