Governo Jerônimo investe mais de R$ 1 bilhão em segurança hídrica e combate à estiagem para evitar racionamento de água até 2050

O estudo do Instituto Trata Brasil alerta para o aumento da demanda hídrica até 2050, mas a Bahia avança com investimentos robustos da Embasa e do Governo do Estado. Obras estruturantes, como as adutoras do São Francisco e do Algodão, e sistemas integrados em diversas regiões garantem segurança hídrica e evitam riscos de racionamento no futuro.
O Governo da Bahia e a Embasa intensificam ações estruturantes para ampliar o abastecimento de água tratada em regiões de estiagem prolongada, diante do alerta nacional sobre riscos de racionamento até 2050.

Um novo estudo do Instituto Trata Brasil, divulgado no fim de outubro de 2025, acendeu o alerta para o aumento da demanda por água tratada nas próximas décadas. O relatório “Demanda Futura por Água em 2050: Desafios da Eficiência e das Mudanças Climáticas”, elaborado em parceria com a consultoria Ex Ante, projeta um crescimento de 59,3% na demanda até meados do século, impulsionado pela expansão urbana, pelo avanço econômico e pelo aquecimento global.

Apesar do cenário preocupante, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) assegura que não há risco de desabastecimento nos 368 dos 417 municípios em que opera. O presidente da companhia, Gildeone Almeida, destacou que a Bahia vem adotando políticas de segurança hídrica há décadas, combinando planejamento, obras estruturantes e uso racional dos recursos hídricos. “A Embasa tem atuado conforme as diretrizes da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), com investimentos contínuos em tecnologia e ampliação dos sistemas de abastecimento”, afirmou.

Infraestrutura hídrica: adutoras e sistemas integrados consolidam rede estadual

Dois dos maiores empreendimentos em operação no semiárido baiano são exemplos da política de prevenção ao racionamento. A Adutora do São Francisco, inaugurada em 2013 com investimento de R$ 1 bilhão do PAC, capta e distribui água do rio para 350 mil pessoas na região de Irecê. Já a Adutora do Algodão, concluída em 2012 com R$ 196,7 milhões, garante abastecimento a 280 mil moradores de cidades como Guanambi, Caetité e Malhada.

Esses sistemas integram um plano de longo prazo que busca estabilizar o fornecimento de água em áreas historicamente atingidas pela seca. A estratégia estadual combina integração regional, ampliação de reservatórios e automação de estações de tratamento, ampliando a resiliência frente às mudanças climáticas.

Capital e Região Metropolitana: expansão do sistema Pedra do Cavalo–Joanes

Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a Embasa investe R$ 109,9 milhões — com recursos do PAC 2/OGU — na ampliação do sistema que capta água das barragens de Pedra do Cavalo e Joanes. A obra inclui a duplicação da adutora entre Candeias e Salvador, aumentando o volume transportado e a segurança hídrica para a capital e municípios vizinhos.

Outros R$ 11,3 milhões foram aplicados para reforçar em 25% o abastecimento de Candeias, São Francisco do Conde, Madre de Deus e das ilhas de Bom Jesus dos Passos, Frades e Maré. Intervenções complementares em Simões Filho (R$ 24,8 milhões) e Camaçari (R$ 17,4 milhões) também estão em andamento, com foco em garantir regularidade no fornecimento durante o verão, período em que o consumo triplica.

Feira de Santana e interior: novas obras ampliam cobertura de abastecimento

No eixo Feira de Santana–Recôncavo, a Embasa aplica R$ 113,5 milhões, com recursos próprios e do FGTS/Selesan, na expansão do sistema produtor que atenderá 37 localidades distribuídas entre Conceição da Feira, São Gonçalo, Feira, Santanópolis, Santa Bárbara e Tanquinho. A meta é beneficiar cerca de 881 mil pessoas com aumento da capacidade de produção e distribuição de água tratada.

Em Vitória da Conquista, estão em curso R$ 344 milhões em obras da Barragem do Rio Catolé, que garantirá abastecimento para 347 mil moradores de 60 localidades, além de R$ 78,9 milhões para ampliação do sistema integrado. Outras frentes, como a Ampliação do SAA de Nazaré (R$ 25,1 milhões), reforçam o esforço descentralizado de modernização da rede.

Semiárido baiano: projetos garantem estabilidade a longo prazo

Em regiões de maior vulnerabilidade, o governo vem consolidando projetos de grande porte. O Sistema Integrado de Abastecimento de Água de Anagé, entregue em junho com R$ 99,6 milhões de recursos próprios, capta água do Rio Gavião e abastece cinco municípios — entre eles Anagé, Caraíbas e Maetinga —, com previsão de atender 40 mil pessoas pelos próximos 30 anos.

Já em Planaltino, o novo sistema integrado, com R$ 177,9 milhões em investimentos, está na fase final de implantação e levará água do Rio Paraguaçu para 90 mil habitantes de Planaltino, Maracás e Lajedo do Tabocal. No conjunto, os empreendimentos consolidam um modelo de segurança hídrica que combina sustentabilidade, regionalização e eficiência operacional.

Outros investimentos expressivos incluem Amélia Rodrigues (R$ 17,3 milhões), Jequié (R$ 54,2 milhões), Uauá (R$ 43,5 milhões), Tanhaçu (R$ 21,7 milhões), Miguel Calmon (R$ 19 milhões) e Serrolândia (R$ 27,5 milhões), totalizando mais de R$ 380 milhões em obras no semiárido, com recursos próprios e do Novo PAC.

Políticas estruturantes garantem segurança hídrica duradoura na Bahia

A política hídrica baiana consolida um modelo de governança preventiva e planejamento de longo prazo, voltado a evitar crises de racionamento como as registradas em outros estados. A combinação entre investimentos contínuos, diversificação de mananciais e gestão regionalizada dos sistemas coloca a Bahia em posição de destaque no enfrentamento à escassez de água.

Mais do que ampliar a infraestrutura, o programa estadual busca assegurar a sustentabilidade hídrica com ações que envolvem educação ambiental, modernização tecnológica e eficiência operacional. O conjunto de obras implantadas no semiárido, na Região Metropolitana de Salvador e em polos estratégicos do interior fortalece o abastecimento e antecipa soluções diante do crescimento da demanda e dos efeitos das mudanças climáticas.

A efetividade dessas políticas, contudo, dependerá da continuidade dos investimentos públicos e da integração entre planejamento, gestão e conscientização social, pilares indispensáveis para garantir a estabilidade do sistema até 2050.

Panorama Geral

  • Estudo do Instituto Trata Brasil prevê aumento de 59,3% na demanda nacional por água tratada até 2050.
  • Nordeste é uma das regiões mais vulneráveis à escassez hídrica.
  • Embasa opera em 368 dos 417 municípios baianos, sem risco atual de desabastecimento.
  • Investimentos realizados pelo Governo da Bahia e Embasa superam R$ 1 bilhão, com recursos do PAC, FGTS/Selesan e fundos próprios.

Grandes Obras e Adutoras

  • Adutora do São Francisco — R$ 1 bilhão (PAC) — beneficia 350 mil pessoas na região de Irecê.
  • Adutora do Algodão — R$ 196,7 milhões (PAC) — abastece 280 mil habitantes em Guanambi, Caetité, Malhada e região.
  • Barragem do Rio Catolé (Vitória da Conquista) — R$ 344 milhões (PAC OGU) — atende 347 mil pessoas em 60 localidades.

Região Metropolitana de Salvador (RMS)

  • Ampliação do sistema Pedra do Cavalo–Joanes: R$ 109,9 milhões (PAC 2/OGU).
  • Reforço de abastecimento em Candeias, São Francisco do Conde e Madre de Deus: R$ 11,3 milhões.
  • Obras complementares em Simões Filho: R$ 24,8 milhões.
  • Ampliação do SIAA de Camaçari: R$ 17,4 milhões.
  • Meta: garantir regularidade no fornecimento durante o verão, quando o consumo triplica.

Feira de Santana e Região

  • Sistema Produtor Feira de Santana: R$ 113,5 milhões (recursos próprios + FGTS/Selesan).
  • Benefício direto para 881 mil pessoas em 37 localidades.
  • Municípios atendidos: Conceição da Feira, São Gonçalo, Feira de Santana, Santanópolis, Santa Bárbara e Tanquinho.

Semiárido Baiano

  • Anagé: R$ 99,6 milhões — captação no Rio Gavião, abastecendo 5 municípios e 40 mil pessoas.
  • Planaltino: R$ 177,9 milhões — captação no Rio Paraguaçu, beneficiando 90 mil habitantes.
  • Amélia Rodrigues: R$ 17,3 milhões.
  • Jequié: R$ 54,2 milhões.
  • Uauá: R$ 43,5 milhões.
  • Tanhaçu: R$ 21,7 milhões.
  • Miguel Calmon: R$ 19 milhões.
  • Serrolândia: R$ 27,5 milhões.
  • Total de R$ 380 milhões em obras no semiárido com recursos do Novo PAC e próprios.

Governança e Planejamento

  • A Embasa atua vinculada à Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS).
  • Estratégia de longo prazo com foco em:

    • Automação de estações de tratamento.
    • Regionalização dos sistemas integrados.
    • Educação ambiental e uso racional da água.
    • Prevenção a colapsos de abastecimento.


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