PIB recua após 2 anos; Prévia do Banco Central aponta queda, impacto da Selic e sinais de desaceleração econômica no Brasil

A economia brasileira registrou queda de 0,9% na prévia do PIB, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (13/11/2025), marcando a primeira retração em dois anos após sucessivas altas. O resultado ocorre em meio à manutenção da Selic em 15% ao ano, nível usado para controlar a inflação e que influencia diretamente os setores produtivos.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), utilizado como sinalizador do desempenho do PIB, apresentou recuo em relação ao trimestre anterior, após ajuste sazonal. A última contração desse tipo havia sido registrada no terceiro trimestre de 2023, quando o indicador caiu 0,5%. Os analistas avaliam que o atual cenário reflete o impacto cumulativo da política monetária restritiva.

A taxa básica elevada pressiona crédito, investimentos e demanda. Segundo estimativas divulgadas pelo G1, o ciclo de redução dos juros poderá começar em janeiro de 2026, dependendo da evolução da inflação. O Banco Central monitora sinais de moderação econômica e comportamento dos preços para definir a trajetória.

Setores registram queda no trimestre

Os dados do Banco Central mostram retração nos três principais segmentos da economia no terceiro trimestre de 2025. A agropecuária caiu 4,5%, influenciada por oscilações de produtividade e custos. A indústria recuou 1%, enquanto o setor de serviços diminuiu 0,3%.

O resultado oficial do PIB, calculado pelo IBGE, está previsto para (04/12/2025) e poderá confirmar ou ajustar a tendência mostrada pelo IBC-Br. O mercado financeiro estima crescimento de 2,16% para o PIB em 2025, abaixo dos 3,4% do ano anterior, enquanto o Banco Central projeta expansão de 2%.

Além da desaceleração, o BC avalia fatores como o “hiato do produto”, indicador que mede o quanto a economia opera acima ou abaixo de seu potencial. Em ata recente, o Comitê de Política Monetária (Copom) apontou moderação gradual da atividade e redução das expectativas inflacionárias.

Indicadores mensais mostram perda de ritmo

Em setembro, o IBC-Br recuou 0,2% em relação a agosto, período em que havia crescido 0,4%. Frente a setembro de 2024, houve alta de 2% sem ajuste sazonal. No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o índice avançou 2,6%, e no acumulado de 12 meses, registrou crescimento de 3%.

Embora funcione como prévia do PIB, o IBC-Br difere da metodologia utilizada pelo IBGE. O indicador do BC incorpora estimativas de produção e impostos, mas não inclui dados de demanda. Mesmo assim, segue como instrumento relevante para a formulação da política monetária, já que níveis mais altos de atividade podem impactar pressões inflacionárias.

*Com informações da Sputnik News.


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