A Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia foi aprovada na terça-feira (25/11/2025) durante reunião do Conciteci no Centro de Operações e Inteligência da SSP. A proposta segue agora para análise da Casa Civil e, posteriormente, da Assembleia Legislativa da Bahia, reunindo diretrizes voltadas à integração entre inovação, pesquisa e formação educacional.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcius Gomes, afirmou que a construção do documento incorporou contribuições de diferentes regiões do estado, com participação de instituições, municípios e setores produtivos. Segundo ele, o processo de sistematização conduzido desde setembro consolidou um texto representativo e alinhado às prioridades estratégicas da Bahia.
A secretária da Educação, Rowenna Brito, destacou que a política reforça o papel da educação básica na promoção da cultura científica, ao ampliar ações de pesquisa escolar, formação docente e criação de ambientes pedagógicos voltados à inovação.
Interiorização e articulação institucional
A política estabelece diretrizes para a interiorização das ações de ciência e tecnologia, ampliando investimentos em regiões fora da capital. O objetivo é fortalecer capacidades locais e promover a distribuição equilibrada de equipamentos, programas e iniciativas de pesquisa no território baiano.
Também foram definidas estratégias para fomentar parcerias entre universidades, centros de pesquisa, setor produtivo e sociedade, com foco na criação de soluções tecnológicas aplicadas ao desenvolvimento econômico e social. O documento enfatiza mecanismos de cooperação e inovação aberta.
Outra vertente da política trata do financiamento de projetos estruturantes, incluindo criação de fundos específicos, estímulo a ambientes de inovação e apoio à formação de recursos humanos qualificados para atuação em setores estratégicos.
Fortalecimento da educação científica
A rede pública de ensino passa a ter participação ampliada em projetos de ciência e tecnologia, com incentivo à implantação de clubes de ciências, apoio a feiras escolares e expansão de programas voltados ao pensamento científico. A formação de professores também ganha destaque, com oferta de cursos técnicos e ações continuadas.
A SEC pretende intensificar a integração entre escolas e instituições de pesquisa, aproximando estudantes de práticas científicas e tecnologias emergentes. A proposta inclui a criação de ambientes pedagógicos inovadores que estimulem experimentação, resolução de problemas e desenvolvimento de projetos.
As medidas têm como foco consolidar uma cultura de inovação no ambiente escolar, fortalecendo a relação entre ciência, tecnologia e aprendizagem. O alinhamento entre SEC, universidades e órgãos de pesquisa é apontado como essencial para o avanço das políticas públicas no setor.
Expansão de ecossistemas de inovação
O documento prevê o fortalecimento de parques tecnológicos, incubadoras, laboratórios e ambientes colaborativos já existentes na Bahia. Também estão incluídas ações que estimulem o empreendedorismo tecnológico e a criação de soluções voltadas à transformação digital de serviços públicos e privados.
O Conciteci considera que a política funcionará como base para a expansão de ecossistemas de inovação, contribuindo para diversificar a matriz produtiva e ampliar oportunidades de desenvolvimento regional. A articulação entre órgãos governamentais será determinante para implementação e acompanhamento das metas.
Os próximos passos envolvem a tramitação na Casa Civil e, posteriormente, na Assembleia Legislativa, onde o texto será apreciado para instituição formal como política estadual.








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