Salário e oportunidade de crescimento são prioridades para jovens brasileiros no mercado de trabalho, aponta pesquisa

Levantamento mostra que 41% dos jovens priorizam a remuneração, enquanto 21% buscam crescimento profissional e 20% valorizam benefícios adicionais.
Levantamento mostra que 41% dos jovens priorizam a remuneração, enquanto 21% buscam crescimento profissional e 20% valorizam benefícios adicionais.

A remuneração e as chances de crescimento profissional são os principais fatores considerados pelos jovens brasileiros na escolha de um emprego. De acordo com pesquisa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Social da Indústria (SESI), divulgada nesta segunda-feira (10/11/2025), 41% dos entrevistados apontaram o salário como prioridade, seguidos por 21% que valorizam o crescimento profissional e 20% que destacam benefícios complementares.

O levantamento, realizado pelo Instituto de Pesquisa Nexus com apoio da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), ouviu 1.958 jovens de 14 a 29 anos em todas as regiões do país.

Remuneração e ambiente de trabalho são decisivos para jovens

Segundo a pesquisa, 50% dos jovens afirmaram que a baixa remuneração é o principal motivo para deixar um emprego, enquanto 28% citaram o estresse no ambiente de trabalho.

A auxiliar de engenharia civil Mylena Alves, de 27 anos, moradora de Brasília, afirmou que o salário e as condições do ambiente profissional têm peso semelhante na decisão de permanência no emprego. Para ela, “a remuneração vai além de cobrir custos diários, pois possibilita investir na própria qualificação e melhora o desempenho no trabalho”.

Jovens buscam propósito e engajamento nas empresas

O superintendente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Felipe Morgado, avaliou que o resultado demonstra uma mudança no perfil do trabalhador jovem. Segundo ele, “o jovem deseja participar ativamente das transformações no mercado de trabalho, contribuindo para o propósito da empresa e buscando significado em sua profissão”.

Flexibilidade de horário perde espaço para salários mais altos

Para 66% dos entrevistados, especialmente mulheres, o modelo híbrido de trabalho é considerado atrativo. No entanto, o fator salarial continua sendo determinante. Mais da metade dos participantes (55%) afirmou que não aceitaria reduzir a remuneração para ter maior flexibilidade de horário ou mais tempo para atividades pessoais.

Educação e qualificação técnica ganham relevância

O levantamento também mostra que 79% dos jovens desejam continuar estudando e 88% aceitariam participar de cursos técnicos, graduações ou micro certificações gratuitas.

Além disso, 68% consideram que competências digitais — como uso de ferramentas online, análise de dados, comunicação e vendas digitais — são essenciais para o mercado atual.

Outro dado aponta que 75% acreditam que a inteligência artificial (IA) pode aumentar a produtividade, embora ainda exista receio quanto à substituição de vagas por tecnologias automatizadas.

Indústria atrai quase metade dos jovens brasileiros

De acordo com o estudo, 49% dos jovens brasileiros têm interesse em trabalhar na indústria, sendo o percentual maior entre os homens. Entre os que têm 25 a 29 anos, 41% já buscaram vagas no setor.

Para o superintendente Felipe Morgado, a indústria é vista como um setor tecnológico e estável, capaz de oferecer retorno financeiro e desenvolvimento de carreira. Ele ressaltou que o desejo de atuar nesse segmento reflete o reconhecimento da importância da inovação e da atualização profissional.

A pesquisa ainda aponta que 53% dos jovens acreditam que a indústria pode atender suas expectativas de crescimento e renda em um horizonte de 20 anos.


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